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Banco do Brasil destina R$ 1,5 bilhão ao RenovAgro no primeiro trimestre da Safra 2024/2025

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Desde o lançamento do Plano Safra 2024/2025, em julho, o Banco do Brasil já liberou R$ 1,5 bilhão em financiamentos por meio do RenovAgro, programa que incentiva sistemas de produção agropecuária sustentáveis. Esse valor representa cerca de 80% de todo o volume contratado pelo sistema financeiro nessa modalidade nos primeiros três meses da atual safra.

O RenovAgro oferece juros a partir de 7% ao ano, com prazos de reembolso de até 12 anos e carência de até 3 anos, conforme o item financiado. O programa destina-se a produtores rurais e cooperativas, visando investimentos sustentáveis que buscam reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, contribui para a recuperação de pastagens, lavouras e áreas degradadas, promove a implantação e melhoria de planos de manejo florestal sustentável e do plantio direto, e incentiva a regularização ambiental das propriedades rurais.

Essa modalidade também oferece suporte a produtores que enfrentaram impactos devido a queimadas recentes em diversos estados brasileiros, permitindo a recuperação de áreas, a correção de solos e a retomada das atividades produtivas.

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“Por meio dessa iniciativa, em consonância com os programas do Governo Federal, o Banco do Brasil reafirma sua proximidade com os produtores rurais e sua posição de liderança como o maior parceiro da agricultura familiar e empresarial. Nosso objetivo é apoiar as melhores práticas no campo e promover um aumento na produção agropecuária de forma sustentável, impulsionando assim o desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, afirmou Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócio e Agricultura Familiar do Banco do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ação do MPT na Justiça Federal pede proibição do glifosato em todo o País

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na sexta-feira (22.05) uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União pedindo a proibição imediata, em todo o território nacional, de produtos à base de glifosato. O composto é o herbicida mais comercializado no Brasil e o principal insumo utilizado no manejo de pragas nas safras de grãos, cana-de-açúcar e culturas perenes.

Por se tratar de uma ação proposta por um órgão de abrangência federal contra a União e uma autarquia regulatória, o processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Uma eventual decisão favorável ao pedido terá efeito imediato sobre todo o território nacional, afetando diretamente as regras de comercialização em todos os estados produtores.

A petição exige o cancelamento de todos os registros vigentes e veda novas autorizações para produção, importação, comercialização e uso da substância e de seus derivados. Caso a Justiça Federal acate o pedido, a Anvisa e a União terão um prazo de transição de até 180 dias para aplicar o banimento, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Representantes do setor produtivo apontam risco de impacto financeiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e na competitividade das commodities brasileiras.

Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam o volume do uso do defensivo no País: o glifosato lidera o ranking de ingredientes ativos mais vendidos no mercado doméstico, com 231,9 mil toneladas comercializadas no último ano consolidado.

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Especialistas em agronomia afirmam que a retirada do princípio ativo geraria dificuldades técnicas no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto. O argumento do setor é que as alternativas químicas disponíveis hoje na indústria possuem custo superior, demandam maior número de aplicações e registram menor eficácia em lavouras geneticamente modificadas, o que elevaria o custo de produção.

O MPT fundamenta o pedido no princípio da precaução, apresentando relatórios sobre riscos à saúde ocupacional de trabalhadores rurais e contaminação de mananciais de água potável. A peça jurídica cita a classificação de 2015 da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enquadrou o herbicida como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

O órgão também aponta a recente retratação acadêmica de um artigo científico do ano 2000 que atestava a inocuidade do produto, alegando que houve quebra de integridade na publicação original.

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A Anvisa mantém o parecer de sua última reavaliação oficial do ativo, na qual concluiu que o glifosato não preenche os critérios legais para proibição total no mercado brasileiro. A agência optou por manter a liberação do ingrediente, mas estabeleceu restrições de dispersão e novos parâmetros de referência toxicológica para a proteção dos trabalhadores que manejam o produto no campo.

A disputa amplia a pressão jurídica sobre empresas do setor químico, com destaque para a alemã Bayer, detentora da marca Roundup, que enfrenta processos semelhantes nos Estados Unidos movidos por trabalhadores que alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após exposição crônica ao produto. A companhia defende a segurança do defensivo quando utilizado de acordo com as instruções da bula.

No Brasil, o embate nacional soma-se a ações regionais movidas pelo Ministério Público em estados como Mato Grosso, maior produtor de grãos do País. Entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contestam as tentativas de restrição, apontando falta de alternativas exequíveis no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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