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Banco da Amazônia Lança Plano Safra 2025 com Foco em Sustentabilidade

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Na manhã de quinta-feira, 25, Belém foi palco do lançamento do Plano Safra 2025, promovido pelo Banco da Amazônia, que destinou R$ 11 bilhões para o setor agropecuário da região. A cerimônia de lançamento, realizada na sede da instituição financeira, contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O novo plano representa um aumento de 11% em relação ao ano anterior, quando foram alocados R$ 9,9 bilhões. Carlos Fávaro destacou que este é o maior Plano Safra da história, com um incremento de 32% nos recursos públicos comparado ao plano anterior e um aumento de 40% em relação ao plano de 2022/2023. Com a redução de 23% nos preços de fertilizantes e custos de produção, o novo plano será 63% mais eficiente, oferecendo 40% mais recursos e suporte técnico ao produtor. O valor total disponível, incluindo o plano para agricultura empresarial, familiar e Letras do Crédito Agropecuário (LCAs), é superior a R$ 586 bilhões.

O ministro ressaltou a importância do Plano Safra para a Amazônia, enfatizando que o investimento na região promove a produção sustentável. “Investir na Amazônia é investir de forma sustentável na produção brasileira. Oferecemos taxas de juros mais baixas para produtores que adotam boas práticas ambientais, incentivando a produção sem desmatamento”, afirmou Fávaro.

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Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia, destacou que o plano está alinhado com a missão da instituição de promover o desenvolvimento regional. Dos R$ 11 bilhões, R$ 1,3 bilhões serão destinados à agricultura familiar, R$ 5,4 bilhões para pequenos e médios produtores, e R$ 4,3 bilhões para a agricultura empresarial. As novas taxas incluem 1,5% ao ano para custeio e 0,5% ao ano para investimentos na agricultura familiar, e 6,75% e 6,48%, respectivamente, para a agricultura empresarial.

Lessa também mencionou que as linhas de crédito verdes com taxas especiais a partir de 6,04% ao ano foram criadas para apoiar projetos sustentáveis, como conservação ambiental e recuperação de áreas degradadas.

Durante a cerimônia, foram assinados contratos com produtores locais, incluindo Joseane Morais, agricultora familiar de Ponta de Pedras, no Marajó, que utiliza os recursos para diversificar suas atividades. Morais expressou sua gratidão pelo apoio, destacando a importância do investimento para a continuidade de suas práticas tradicionais.

O extrativista Erivelton Leão Machado, de Portel, também participou do evento, destacando que o aumento de recursos ajudará a fortalecer a economia local e apoiar a sustentabilidade em sua comunidade.

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Com o novo Plano Safra, o Banco da Amazônia reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e o crescimento econômico da região amazônica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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