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Banco Central eleva previsão de inflação para 2024 e 2025

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O Banco Central revisou para cima sua previsão de inflação para 2024, passando de 4% para 4,3%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em setembro. Essa nova estimativa supera em 1,3 ponto percentual o centro da meta de 3%, estipulada para o ano.

Em relação a 2025, a projeção também subiu, de 3,4% para 3,7%, o que representa 0,7 ponto percentual acima da meta. Já para 2026, a previsão de inflação avançou ligeiramente, de 3,2% para 3,3%, ultrapassando o objetivo em 0,3 ponto percentual.

O documento destaca que, para o primeiro trimestre de 2026, período considerado relevante para a política monetária, a inflação projetada é de 3,5%. “Essas previsões refletem a visão do Comitê de Política Monetária (Copom) e são condicionadas por variáveis como a trajetória da taxa Selic, conforme pesquisa Focus, e a taxa de câmbio, baseada na teoria da Paridade do Poder de Compra (PPC)”, explica o relatório.

Comparado à edição anterior do RTI, as projeções inflacionárias subiram em todo o horizonte, ampliando o desvio em relação à meta estabelecida. A previsão para o primeiro trimestre de 2026, por exemplo, foi ajustada em 0,2 ponto percentual.

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Segundo o relatório, o aumento das projeções de inflação se deve, em grande parte, ao desempenho econômico mais robusto do que o esperado, que elevou o hiato do produto estimado, à depreciação do câmbio e à alta nas expectativas inflacionárias. “Esses fatores mais do que compensaram a queda nos preços do petróleo e o aumento da taxa de juros real”, conclui o documento.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja e milho ganham força em 2026, com China liderando compras e logística concentrada em grandes portos

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Exportações do agro brasileiro avançam em 2026 com forte demanda global

As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo elevado em 2026, impulsionadas principalmente pela demanda internacional por soja e milho. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais indicam crescimento nos embarques ao longo do primeiro trimestre e perspectivas robustas para abril.

De acordo com o levantamento mais recente (Semana 14/2026), o Brasil mantém fluxo intenso de exportações, com destaque para soja, farelo de soja e milho — principais produtos da pauta agroexportadora.

Embarques semanais superam 3,8 milhões de toneladas de soja

Na semana entre 12 e 18 de abril, os embarques de soja somaram cerca de 3,88 milhões de toneladas, consolidando o protagonismo do grão nas exportações brasileiras.

Os volumes são escoados principalmente por grandes portos do país, com destaque para:

  • Santos: mais de 1,34 milhão de toneladas
  • Paranaguá: cerca de 489 mil toneladas
  • São Luís/Itaqui: mais de 546 mil toneladas
  • Barcarena: aproximadamente 462 mil toneladas

Além da soja, o milho também apresentou volumes relevantes, reforçando a diversificação da pauta exportadora.

Abril pode registrar até 21,9 milhões de toneladas exportadas

As projeções para abril indicam um volume total de exportações entre 18,4 milhões e 21,9 milhões de toneladas, considerando todos os produtos analisados.

Somente a soja deve alcançar entre 14,9 milhões e 18,4 milhões de toneladas no mês, consolidando o período como um dos mais fortes da temporada.

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O farelo de soja e o milho também contribuem para o desempenho, com volumes superiores a 3 milhões de toneladas no caso do milho.

Primeiro trimestre mostra crescimento consistente nas exportações

No acumulado de 2026, os dados mostram avanço relevante nos embarques:

  • Janeiro: 7,7 milhões de toneladas
  • Fevereiro: 11,7 milhões de toneladas
  • Março: 19,4 milhões de toneladas

O crescimento mensal reflete a intensificação da colheita e o aumento da disponibilidade de grãos para exportação.

China lidera importações de soja brasileira

A China segue como principal destino da soja brasileira, concentrando cerca de 75% das importações no primeiro trimestre de 2026.

Outros destinos relevantes incluem:

  • Espanha (5%)
  • Turquia (4%)
  • Tailândia (3%)
  • Paquistão e Argélia (2% cada)

A forte dependência do mercado chinês reforça a importância das relações comerciais e da demanda asiática para o desempenho do agronegócio brasileiro.

Mercado de milho tem maior diversificação de destinos

No caso do milho, a distribuição dos compradores é mais diversificada, com destaque para:

  • Egito (29%)
  • Vietnã (20%)
  • Irã (20%)
  • Argélia (10%)

Outros países, como Malásia, Marrocos e China, também aparecem entre os principais destinos, mostrando maior pulverização da demanda.

Farelo de soja amplia presença na Ásia e Europa

As exportações de farelo de soja têm como principais destinos:

  • Indonésia (21%)
  • Tailândia (12%)
  • Irã (9%)
  • Polônia e Holanda (7% cada)

O produto segue com forte presença tanto na Ásia quanto na Europa, atendendo principalmente à demanda por ração animal.

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Logística portuária concentra escoamento da produção

Os dados reforçam a importância da infraestrutura logística para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Portos como Santos, Paranaguá, Itaqui e Barcarena concentram grande parte dos embarques, evidenciando a dependência de corredores logísticos estratégicos para manter o ritmo das exportações.

Comparação com 2025 indica início de ano mais forte

Na comparação anual, 2026 apresenta desempenho superior em alguns meses-chave, especialmente em março e nas projeções para abril.

Em abril, por exemplo, o volume estimado supera o registrado no mesmo período de 2025, indicando maior dinamismo no comércio exterior agrícola.

Histórico reforça crescimento estrutural das exportações brasileiras

A série histórica mostra expansão consistente das exportações de soja e milho ao longo dos últimos anos, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.

O avanço é resultado da combinação entre aumento de área plantada, ganhos de produtividade e forte demanda internacional.

Perspectiva segue positiva com demanda firme e oferta elevada

A tendência para os próximos meses é de continuidade no ritmo elevado de exportações, sustentada pela demanda global aquecida e pela ampla oferta de grãos no Brasil.

Com isso, o país deve manter posição de destaque no comércio internacional de commodities agrícolas, com impacto direto na balança comercial e no desempenho do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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