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Bancada propõe emendas para fortalecer produção nacional de Arroz

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A Medida Provisória (MP) 1224/24, que permite à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vender arroz beneficiado importado diretamente ao consumidor final, recebeu emendas significativas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). As emendas visam garantir que os recursos destinados à implementação da MP sejam preferencialmente usados para formar estoques públicos, adquirindo arroz de produtores nacionais com qualidade e preço comparáveis ao arroz importado.

Foram apresentadas 15 emendas pelos parlamentares da bancada, incluindo os deputados Pedro Westphalen (PP/RS) com as emendas 13 e 14, Covatti Filho (PP/RS) com as emendas 15, 16 e 17, Júlio Oliveira (PP/TO) com a emenda 18, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) com as emendas 25, 26 e 27, Afonso Hamm (PP/RS) com as emendas 28 e 29, e a deputada Gisela Simona (UNIÃO/MT) com a emenda 30. O senador Ireneu Orth (PP/RS) também contribuiu com as emendas 22, 23 e 24.

As emendas propõem que, durante o estado de calamidade reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 36, de 7 de maio de 2024, as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre a comercialização e beneficiamento do arroz de produção nacional sejam reduzidas a 0%. Além disso, enfatizam a necessidade de priorizar a compra de arroz nacional para formar estoques públicos, conforme o artigo 2º da MP 1217/24.

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Segundo os parlamentares, essas mudanças não apenas reforçam a segurança alimentar do país, mas também fortalecem a economia agrícola nacional, garantindo um mercado estável e justo para os produtores locais. O deputado Pedro Lupion, presidente da FPA, expressou sua indignação com a importação de arroz da Ásia, classificando-a como uma ação politiqueira e oportunista.

“Temos um problema sério com essa Medida Provisória, que entendemos como extremamente politiqueira e oportunista. Mais de 80% da safra de arroz do Rio Grande do Sul já está colhida e estocada, não houve prejuízo nessa safra, o produtor está com a safra em dia, e o comércio está funcionando. Os números do IBGE mostram que os preços do arroz estão diminuindo”, afirmou Lupion.

Ele destacou que o anúncio de uma grande compra pública pelo governo gera especulação e desestabiliza o mercado, criticando a qualidade do arroz importado, que, segundo ele, não atende aos padrões sanitários exigidos no Brasil. “Estão oferecendo arroz de quinta categoria para a população para fazer política e colocar a marca do governo em um pacote no supermercado. É um verdadeiro absurdo. Exigimos e faremos de tudo para que nossa emenda, que exige a compra do arroz brasileiro antes da importação, seja aprovada. Se o governo quer subsidiar o preço, que o faça com o arroz dos produtores rurais brasileiros”, defendeu Lupion.

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Impactos Econômicos

O governo justificou as medidas provisórias para importação e venda de arroz alegando um possível déficit após desastres climáticos no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do grão no Brasil. Contudo, a última safra registrou uma colheita robusta de aproximadamente 7,1 milhões de toneladas, contribuindo para uma oferta nacional estimada em 12,3 milhões de toneladas para 2024, suficiente para atender à demanda interna de 11 milhões de toneladas e permitindo excedentes para exportação.

Para a FPA, a importação massiva de arroz impactará negativamente os preços recebidos pelos produtores nacionais, desincentivando a produção local e colocando em risco a estabilidade do setor agrícola a longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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