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Balanço anual da produção de carne nos EUA: Aumento de 2%, mas desafios persistem em segmentos específicos

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A produção de carne vermelha nos Estados Unidos apresentou um aumento de 2% em dezembro em comparação ao ano anterior, revela um relatório recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume total atingiu 4,55 bilhões de libras no último mês de 2023, em comparação com 4,47 bilhões de libras em dezembro de 2022, conforme informou a agência.

O segmento de carne suína registrou um crescimento significativo de 5%, totalizando 2,34 bilhões de libras, enquanto o abate de suínos alcançou 10,8 milhões de cabeças, também representando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O peso médio, entretanto, diminuiu em 1 libra, atingindo 291 libras. Já a produção de carne bovina apresentou uma redução de 2% em dezembro, totalizando 2,19 bilhões de libras, conforme apontou o Departamento de Agricultura. O abate foi registrado em 2,59 milhões de cabeças, indicando uma queda de 3% ano a ano, enquanto o peso médio vivo aumentou 17 libras, alcançando 1.401 libras.

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A produção de vitela, por sua vez, experimentou uma queda significativa de 14%, totalizando 3,9 milhões de libras, e o abate de bezerros diminuiu em 32%, atingindo 22.500 cabeças, segundo a agência. No entanto, os pesos médios apresentaram um aumento de 45 libras, chegando a 293 libras. No segmento de cordeiros e carneiros, houve uma diminuição de 3%, totalizando 10,7 milhões de libras, mesmo com um aumento de 2% no número de cabeças abatidas, que atingiu a marca de 182.400 em comparação ao ano anterior.

O balanço anual de 2023 revela que a produção total de carne vermelha atingiu 54,4 bilhões de libras, refletindo uma queda de 2% em relação ao ano anterior, como informado pelo USDA. Esse declínio foi impulsionado por uma redução de 5% na produção de carne bovina, enquanto a produção de carne suína apresentou um aumento de 1%. Além disso, a produção de vitela teve uma significativa diminuição de 11%, e a de cordeiro e carneiro registrou uma queda de 1%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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