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BALANÇA COMERCIAL: Saldo ultrapassa US$ 80 bi, maior valor da série histórica para os primeiros 10 meses do ano

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A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), publicou nesta quarta-feira (1°/11), a Balança Comercial de outubro de 2023, onde as exportações somaram US$ 29,484 bilhões e as importações, US$ 20,525 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,959 bilhões e corrente de comércio de US$ 50,009 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 282,471 bilhões e as importações, US$ 202,258 bilhões, com saldo positivo de US$ 80,212 bilhões e corrente de comércio de US$ 484,729 bilhões.

Queda – Nas exportações, comparadas as médias do mês de outubro/ 2023 (US$ 1.404 milhões) com a de outubro/ 2022 (US$ 1.413,29 milhões), houve queda de -0,7%. Em relação às importações houve queda de -20,9% na comparação entre as médias do mês de outubro/ 2023 (US$ 977,39 milhões) com a do mês de outubro/ 2022 (US$ 1.235,64 milhões).

Média diária – Assim, no mês de outubro/2023 a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.381,39 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 426,61 milhões. Comparando-se este período com a média de outubro/2022, houve queda de -10,1% na corrente de comércio.

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Dez meses – Nas exportações, comparadas as médias de janeiro/outubro – 2023 (US$ 1.351,53 milhões) com a de janeiro/outubro – 2022 (US$ 1.346,83 milhões) houve crescimento de 0,3%. Em relação às importações, houve queda de -12,2% na comparação entre as médias do período de janeiro/outubro – 2023 (US$ 967,74 milhões) com janeiro/outubro – 2022 (US$ 1.102,64 milhões). Por fim, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.319,28 milhões e apresentou queda de -5,3% na comparação entre estes períodos.

Exportações por Setor e Produtos – No mês de outubro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -7,91 milhões (-2,5%) em Agropecuária; crescimento de US$ 72,43 milhões (26,4%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -74,22 milhões (-9,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Acumulado – No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 22,45 milhões (7,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 3,01 milhões (1,0%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -23,04 milhões (-3,2%) em produtos da Indústria de Transformação.

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Importações por Setor e Produtos – No mês de outubro/2023, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -6,56 milhões (-28,1%) em Agropecuária; queda de US$ -6,17 milhões (-7,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -243,92 milhões (-21,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Desempenho – No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ -5,06 milhões (-21,9%) em Agropecuária; queda de US$ -21,56 milhões (-24,3%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -106,49 milhões (-10,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pacote aprovado na Câmara mira endividamento e dependência externa do agro

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27.05), dois projetos de lei considerados a espinha dorsal da estratégia da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para conter a crise financeira e o endividamento no campo: a reformulação do Sistema Nacional de Seguro Rural (PL 2.951/2024) e a criação do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Articuladas em conjunto, as propostas miram os dois principais fatores de vulnerabilidade do agronegócio brasileiro hoje: os prejuízos severos causados por quebras climáticas e a dependência externa de insumos básicos.

A reestruturação do seguro, baseada em proposta original da senadora Tereza Cristina e relatada pelo presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, tenta estancar o encolhimento crônico da proteção às lavouras. Pressionada por cortes sucessivos no programa de subvenção federal — que opera na faixa de R$ 1 bilhão, ante uma demanda real estimada em R$ 3 bilhões —, a área segurada no País desabou de 16,3% em 2021 para cerca de 7,5% do total plantado. “A proposta é um instrumento essencial para a proteção dos produtores contra os riscos inerentes à atividade, sobretudo o climático, o sanitário e o de preço”, defendeu Lupion, apontando que a baixa cobertura atual decorre da complexidade normativa e das incertezas orçamentárias enfrentadas por produtores e seguradoras.

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Para atrair o produtor de volta ao sistema, o texto cria um incentivo prático na tomada de crédito bancário: o agricultor que apresentar uma apólice ativa terá direito a juros menores, prazos diferenciados e prioridade na concessão de financiamentos de custeio. A proposta também fixa o teto de 30 dias para o pagamento de indenizações após a vistoria e proíbe a equipe econômica de bloquear ou contingenciar as verbas destinadas ao subsídio do seguro dentro do Ministério da Agricultura. No plano macroeconômico, o projeto viabiliza o Fundo Catástrofe ao permitir que o governo aporte ações minoritárias de estatais e autoriza cooperativas e resseguradoras a entrarem como cotistas privadas, blindando ainda a isenção de tributos federais sobre as operações.

Paralelamente, a aprovação do Profert ataca a exposição do País ao mercado internacional de insumos, do qual o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados em suas safras. O programa estabelece um regime de incentivos fiscais e desonerações regulatórias para atrair investimentos privados de grande porte na produção nacional de nitrogênio, fósforo e potássio. A meta da bancada ruralista é mitigar o impacto de choques geopolíticos globais que encarecem os custos de produção e espremem as margens de lucro dos produtores de grãos e proteínas.

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Como sofreram modificações no plenário da Câmara, os dois textos agora retornam para nova análise do Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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