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Balança comercial registra superávit de US$ 1,078 bilhão na quarta semana de abril

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A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,08 bilhão na quarta semana de abril de 2024, com uma corrente de comércio totalizando US$ 10,9 bilhões. Esse resultado é composto por exportações no valor de US$ 5,9 bilhões e importações que somaram US$ 4,9 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Desempenho Mensal e Anual

No mês de abril até a quarta semana, as exportações totalizaram US$ 28,232 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 19,605 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 8,626 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 47,837 bilhões.

Quando analisado o desempenho anual até o momento, as exportações já alcançaram US$ 107 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 78,8 bilhões. Isso gera um superávit de US$ 27,7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 185 bilhões.

Comparativo com o Ano Anterior

Se compararmos as médias de exportação até a quarta semana de abril de 2024 (US$ 1,4 bilhão) com o mesmo período de abril de 2023 (US$ 1,5 bilhão), houve uma queda de 6,2%. Em relação às importações, a redução foi de 7,8%, com a média de 2024 registrando US$ 980,27 milhões em comparação com US$ 1,06 bilhão em 2023.

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Até a quarta semana de abril de 2024, a média diária da corrente de comércio foi de US$ 2,39 bilhões, e o saldo diário ficou em US$ 431,31 milhões. Comparando com a média diária de abril de 2023, a corrente de comércio caiu 6,9%.

Exportações por Setor

Analisando as exportações por setor até a quarta semana de abril de 2024 e comparando com o mesmo período de 2023, houve uma queda de US$ 132,08 milhões (-26,8%) na Agropecuária, um crescimento de US$ 68,16 milhões (24,1%) na Indústria Extrativa e uma queda de US$ 23,59 milhões (-3,3%) na Indústria de Transformação.

Importações por Setor

No mesmo período, as importações por setor apresentaram crescimento de US$ 5,79 milhões (30,1%) na Agropecuária, uma queda de US$ 33,42 milhões (-36,9%) na Indústria Extrativa e uma redução de US$ 53,66 milhões (-5,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Esses números revelam um panorama amplo do comércio exterior brasileiro e destacam a dinâmica entre diferentes setores da economia. Apesar de algumas quedas em relação ao ano anterior, o saldo positivo mostra que a balança comercial brasileira segue em uma trajetória estável e favorável.

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Balança Comercial Preliminar Parcial – 4º semana de abril/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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