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Balança Comercial: Exportações Brasileiras Estabelecem Novos Recordes em Julho e no Acumulado do Ano

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O Brasil alcançou um marco histórico em julho, com exportações atingindo o recorde de US$ 30,9 bilhões no mês e acumulando US$ 198,2 bilhões no período de janeiro a julho. Esses dados foram divulgados nesta terça-feira (6/8) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No mês de julho, as exportações brasileiras cresceram 9,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em contraste, as importações somaram US$ 23,3 bilhões, marcando um aumento de 15,7% sobre o mesmo período em 2023. Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 54,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 7,6 bilhões.

No acumulado do ano, o Brasil registrou exportações de US$ 198,2 bilhões, um aumento de 2,4% em comparação com o mesmo período de 2023. As importações totalizaram US$ 148,6 bilhões, representando um incremento de 5,6%. Assim, a corrente de comércio alcançou US$ 346,8 bilhões e o superávit foi de US$ 49,6 bilhões.

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Desempenho por Setor e Produtos

Em julho, houve crescimento nos setores exportadores comparado ao mesmo mês de 2023: Agropecuária avançou US$ 0,55 bilhões (8,3%); Indústria Extrativa aumentou US$ 0,73 bilhões (11,5%); e a Indústria de Transformação subiu US$ 1,34 bilhões (8,9%).

No acumulado do ano, em comparação com o mesmo período de 2023, os setores apresentaram os seguintes resultados: Agropecuária teve uma queda de US$ 3,03 bilhões (6,1%); Indústria Extrativa cresceu US$ 8 bilhões (19,5%); e a Indústria de Transformação teve uma leve redução de US$ 0,05 bilhões (0,04%).

Importações por Setor e Produtos

Em relação às importações de julho, observou-se um aumento de US$ 0,13 bilhões (35,9%) em Agropecuária; uma pequena queda de US$ 0,02 bilhões (-1,1%) em Indústria Extrativa; e um aumento de US$ 3,05 bilhões (16,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado anual, comparando com o mesmo período do ano anterior, os setores apresentaram: Agropecuária cresceu US$ 0,73 bilhões (27,6%); Indústria Extrativa teve uma redução de US$ 0,32 bilhões (-3,2%); e a Indústria de Transformação aumentou em US$ 7,63 bilhões (6%).

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Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados julho/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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