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Balança comercial brasileira atinge US$ 412,9 bilhões na primeira semana de setembro

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A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 412,9 bilhões no acumulado de 2024 até a primeira semana de setembro, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Durante esse período, as exportações somaram US$ 234,6 bilhões e as importações, US$ 178,4 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 56,2 bilhões.

Na primeira semana de setembro, a corrente de comércio totalizou US$ 13 bilhões, com um saldo positivo de US$ 2,1 bilhões. O resultado reflete exportações de US$ 7,6 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões. A média diária da corrente de comércio nesse período foi de US$ 2,6 bilhões, representando um crescimento de 8,1% em comparação ao mesmo mês de 2023.

A média diária das exportações na primeira semana de setembro foi de US$ 1,5 bilhão, um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, as importações registraram uma média diária de US$ 1,1 bilhão, o que corresponde a um crescimento expressivo de 11,9% em comparação com os US$ 976,6 milhões registrados em setembro de 2023.

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Indústria de Transformação Lidera Exportações

No acumulado até a primeira semana de setembro de 2024, o destaque entre os setores exportadores foi a Indústria de Transformação, com um aumento de 25,3%, totalizando US$ 179,83 milhões. Em contrapartida, as exportações do setor agropecuário caíram 20,5%, enquanto a indústria extrativa registrou uma queda de 9,8%.

Importações Crescem nos Setores de Transformação e Agropecuário

As importações também mostraram avanços. A Indústria de Transformação registrou um aumento de 12,5%, alcançando US$ 112,05 milhões no acumulado do ano. O setor agropecuário apresentou um crescimento de 22,2%, com um acréscimo de US$ 4,31 milhões, enquanto a indústria extrativa registrou uma leve queda de 1,1%, totalizando uma redução de US$ 0,6 milhão.

Esses números destacam a relevância da indústria de transformação nas relações comerciais brasileiras, ao mesmo tempo em que apontam desafios para outros setores da economia.

Balança Comercial Preliminar Parcial – 1º semana de setembro/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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