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Balança Comercial: Brasil registrou superávit de US$ 1,5 bi na terceira semana de março

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A Balança Comercial registrou superávit de US$ 1,504 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,407 bilhões na 3ª semana de março de 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18/3) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No período, o país exportou US$ 6,456 bilhões e importou US$ 4,952 bilhões.

No acumulado mês, as exportações somam US$ 15,062 bilhões e as importações US$ 11,486 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,577 bilhões e corrente de comércio de US$ 26,548 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 65,569 bilhões e as importações US$ 50,05 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 15,518 bilhões e corrente de US$ 115,619 bilhões.

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de março/2024 (US$ 1.369,31 milhões) com a de março/2023 (US$ 1.4 bi), houve queda de -4,0%. Em relação às importações, houve crescimento de 8,8% – de US$ 959,64 milhões para US$ 1,04 bi.

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Assim, até a 3ª semana de março/2024, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.41 bi e o saldo, também por média diária, foi de US$ 325 milhões. Comparando-se com a média de março/2023, houve crescimento de 1,1% na corrente de comércio.

Exportações por Setor e Produtos

No acumulado até a 3ª semana de março, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 52,65 milhões (-13,4%) em Agropecuária; queda de US$ 14,51 milhões (-4,0%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 10,96 milhões (1,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

Importações por Setor e Produtos

Já nas importações, comparando-se o acumulado até a 3ª semana do mês de março/2024 com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 3,89 milhões (21,1%) em Agropecuária; crescimento de US$ 21,51 milhões (34,6%) em Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 59,15 milhões (6,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

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Balança Comercial Preliminar Mensal – 3º semana de março/2024

Fonte: MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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