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Balança Comercial: Brasil bate recorde de exportação no primeiro quadrimestre, com US$ 108 bilhões

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O Brasil estabeleceu um recorde para exportações no primeiro quadrimestre de 2024, atingindo US$ 108 bilhões, um aumento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta quarta-feira (8/5).

Em abril de 2024, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 9,04 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 52,8 bilhões. No mesmo mês em 2023, as exportações foram de US$ 27 bilhões e as importações, de US$ 19 bilhões.

Em relação ao primeiro quadrimestre, o crescimento de 4,2% na corrente de comércio é resultado do aumento tanto das exportações quanto das importações. As exportações, que somaram US$ 108 bilhões, superaram em US$ 5 bilhões o recorde anterior de 2023, que foi de US$ 103 bilhões. Já as importações atingiram US$ 81,1 bilhões, um crescimento de 2,2% em comparação com o primeiro quadrimestre de 2023.

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Setores em Destaque

O crescimento das exportações está fortemente ligado ao desempenho da Indústria Extrativa e da Indústria de Transformação. Enquanto a Indústria Extrativa teve um aumento de US$ 5,72 bilhões (25,6%) no quadrimestre, a Indústria de Transformação cresceu US$ 1,76 bilhão (3,3%). A Agropecuária apresentou uma leve queda de US$ 1,43 bilhão (-5,5%).

Nas importações, houve crescimento significativo de US$ 0,27 bilhão (16,5%) na Agropecuária e na Indústria de Transformação, que cresceu US$ 2,08 bilhões (2,9%). No entanto, a Indústria Extrativa mostrou queda de US$ 0,6 bilhão (-10,1%).

Produtos Recordistas de Exportação

Vários produtos se destacaram como líderes de exportação no período de janeiro a abril de 2024, incluindo petróleo bruto, que atingiu US$ 15,8 bilhões, açúcar (US$ 5,7 bilhões), óleos combustíveis (US$ 4,2 bilhões), farelo de soja (US$ 3,6 bilhões), café em grão (US$ 3,1 bilhões) e celulose (US$ 3 bilhões).

O segmento de sucos também teve um bom desempenho, com US$ 899 milhões em exportações, um crescimento de 14,7% em relação ao recorde anterior de 2013. O suco de laranja representou 90% desse valor, mas a água de coco vem ganhando espaço, atingindo US$ 18 milhões, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os principais destinos dessas exportações foram os Estados Unidos, e as principais origens, Ceará, Bahia, Pernambuco e Alagoas.

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Outros produtos que bateram recordes foram máquinas de energia elétrica, com US$ 270 milhões em exportações (um aumento de 73,1% em relação ao ano anterior), e produtos de perfumaria ou tocador, com US$ 193 milhões (um crescimento de 7,8%). Os principais destinos desses bens foram México, Colômbia, Argentina, Chile e Estados Unidos.

Instrumentos e aparelhos para uso medicinal, cirúrgico ou dentário também tiveram um desempenho impressionante, exportando US$ 74 milhões, um aumento de 16,9% sobre o recorde anterior, de 2023. Os Estados Unidos, México, Colômbia e Argentina foram os principais compradores desses produtos, que incluem agulhas para suturas, instrumentos odontológicos, seringas e catéteres.

Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados de abril/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado na cana-planta pode elevar produtividade em até 10 t/ha e aumentar rendimento de açúcar, apontam estudos

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Integração de tecnologias impulsiona produtividade e qualidade da cana-planta

Resultados de ensaios agronômicos realizados em áreas experimentais e canaviais comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais indicam que o manejo integrado de tecnologias nutricionais, biológicas e fisiológicas pode elevar significativamente o desempenho da cana-planta.

Na comparação com áreas sob manejo convencional, os estudos registraram:

  • Aumento médio de até 10 toneladas de cana por hectare (t/ha)
  • Incremento de até 20% no °Brix, indicador de qualidade industrial
  • Elevação de até 18% no TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare)

Os dados reforçam o impacto direto da tecnologia no potencial produtivo e no retorno econômico da cultura.

Desenvolvimento fisiológico mais robusto fortalece o canavial

Além da produtividade final, os estudos apontaram ganhos expressivos no desenvolvimento inicial das plantas, fundamentais para a formação de lavouras mais produtivas e duradouras.

Foram observados:

  • Aumento de até 35% no volume radicular
  • Crescimento de 26% no número de perfilhos
  • Elevação de 11% no estande de plantas estabelecidas
  • Acréscimo médio de 9% na altura das plantas

Segundo os pesquisadores, esses indicadores refletem maior capacidade de absorção de água e nutrientes, além de melhor uniformidade do canavial, o que contribui para maior longevidade da lavoura e redução da necessidade de reformas — um dos custos mais elevados da atividade.

Estudos conduzidos pela Agrocete ampliam base científica na cana-de-açúcar

Os ensaios foram conduzidos pela Agrocete, multinacional brasileira com mais de 45 anos de atuação no agronegócio. A empresa, tradicionalmente forte nas culturas de grãos no Sul e Centro-Oeste, vem ampliando sua presença no setor sucroenergético, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.

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As pesquisas foram realizadas em municípios como:

  • Porteirão (GO)
  • Taquarussu (MS)
  • Uberlândia (MG)
  • Ariranha, Elisário, Embaúba e Guararapes (SP)

O objetivo foi avaliar o efeito do manejo integrado de tecnologias ao longo do ciclo da cultura, dentro do conceito denominado pela empresa como Construção da Produtividade.

Manejo integrado substitui recomendações isoladas e eleva eficiência

O modelo de “Construção da Produtividade” é baseado em mais de 330 estudos científicos, realizados em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa no Brasil. A estratégia prioriza a integração de tecnologias em vez da aplicação isolada de produtos.

Segundo o gerente de desenvolvimento de tecnologia de mercado da Agrocete, Luis Felipe Dresch, a cana-de-açúcar exige uma abordagem mais ampla por ser uma cultura semiperene.

“O produtor precisa pensar não apenas na produtividade da cana-planta, mas na longevidade do canavial, o que passa por uma base fisiológica sólida desde o início do ciclo”, explica.

Desafios climáticos e de manejo ainda limitam potencial produtivo

Os estudos também identificaram que fatores climáticos e operacionais seguem impactando o desempenho dos canaviais nas principais regiões produtoras.

Entre os principais desafios estão:

  • Secas prolongadas e chuvas irregulares
  • Altas temperaturas
  • Preparo inadequado do solo
  • Compactação e deficiência nutricional
  • Uso de mudas de baixa qualidade
  • Pressão de pragas e doenças
  • Falta de monitoramento técnico

Essas condições podem reduzir a produtividade e antecipar a reforma do canavial, elevando custos de produção.

Caso comercial confirma ganhos de produtividade e qualidade industrial

Em uma área de 20 hectares em Guararapes (SP), a adoção do manejo integrado demonstrou maior resiliência da lavoura frente ao estresse climático.

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Segundo o técnico agrícola e supervisor da Fazenda São Francisco, Luiz Pereira Costa, os resultados foram perceptíveis a campo.

“Enquanto os canaviais ao redor sofrem com a seca, a nossa cana está mais saudável e resistente. A diferença é visível e comprova a eficácia do manejo”, afirma.

Na propriedade, os resultados incluíram:

  • Aumento de 3,55 unidades de °Brix (+21,7%)
  • Crescimento de colmos de 5,8 kg para 10,6 kg
  • Aumento de 71% no número de colmos por metro linear
  • Ganho médio de 7 t/ha na produtividade final
Estratégia atua em todas as fases do ciclo da cana

O modelo Construção da Produtividade divide o manejo em três pilares:

  • Plantio, vigor e enraizamento
  • Arranque e crescimento vegetativo
  • Tecnologia de aplicação

A aplicação é estruturada em duas fases principais:

  • 0 a 120 dias: estabelecimento da lavoura, foco em enraizamento, sanidade inicial e uniformidade
  • 120 a 360 dias: manutenção do potencial produtivo e acúmulo de biomassa

Na fase inicial, são utilizadas soluções integradas de nutrição fisiológica, biotecnologia microbiana e controle biológico. Já na fase final, o foco está no enchimento dos colmos e acúmulo de açúcares, determinantes para o rendimento industrial.

Conclusão

Os resultados reforçam que o manejo integrado na cana-de-açúcar tem papel estratégico na elevação da produtividade, qualidade industrial e sustentabilidade econômica da cultura, consolidando-se como uma tendência para sistemas de produção mais eficientes e tecnificados no setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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