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Avanços Tecnológicos em Silos de Grãos: Novas Soluções para Segurança em Zonas Explosivas

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Estudos revelam que, anualmente, entre 5 a 10 fábricas no Brasil enfrentam explosões de alta intensidade. Em resposta a essa preocupação, a Trackfy, empresa dedicada ao desenvolvimento de tecnologias para segurança em plantas industriais e grandes canteiros de obras, lançou uma solução inovadora projetada para operar em zonas classificadas como explosivas.

A nova tecnologia, que cumpre rigorosos padrões de segurança exigidos para áreas de risco, já obteve a certificação do Inmetro. Este reconhecimento não apenas posiciona a solução como um diferencial competitivo no mercado, mas também amplia a atuação da empresa em ambientes de maior perigo. “Após um longo processo, conseguimos uma certificação importante do Inmetro. Nossa tecnologia está legalmente protegida, assegurando direitos exclusivos”, esclarece Túlio Cerviño, fundador e CEO da Trackfy.

Cerviño destaca que a operação em áreas classificadas de atmosferas explosivas demanda atenção especial às diferentes zonas de risco. Os tanques de combustível, por exemplo, são categorizados conforme o nível de perigo: a zona zero, localizada dentro do tanque, é a mais crítica, apresentando presença constante de gases explosivos; a zona 1, adjacente à zona zero, possui risco frequente de explosões; e a zona 2, mais afastada, apresenta menor probabilidade de incidentes. “As demais áreas não são classificadas. Agora, podemos posicionar os captadores mais próximos das zonas de maior risco, aumentando ainda mais a segurança e a eficiência do uso da nossa solução”, ressalta.

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Para atender às exigências de segurança nessas áreas, foi necessário desenvolver um novo dispositivo, semelhante ao que já está em uso nos canteiros de obras e plantas industriais em todo o Brasil. Integrando Internet das Coisas (IoT), análise de dados e algoritmos, a nova solução oferece aos gestores uma análise online e em tempo real dos ambientes de trabalho, por meio de emissores de sinal instalados em capacetes e crachás dos operários. “Para as zonas explosivas 1 e 2, criamos um novo equipamento captador que atende a requisitos específicos. Podemos afirmar que aprimoramos nosso captador para operar em áreas de maior risco, como plataformas de petróleo offshore e áreas internas de silos agrícolas”, explica Cerviño.

A tecnologia da Trackfy já é reconhecida por seus benefícios significativos, reduzindo em até 30% o tempo de evacuação de áreas em caso de emergências. Grandes corporações nos setores químico, agrícola, siderúrgico, minerador, de construção e petróleo já utilizam a solução. “Para operar o dispositivo, não é necessário treinamento. Ele não requer recarga e possui um alcance de 50 metros.”

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Cerviño aponta que, segundo um levantamento da empresa, o mercado brasileiro de sistemas de localização em tempo real (RTLS) tem potencial para movimentar R$ 10 bilhões apenas em 2024, enquanto o mercado global deve alcançar US$ 22 bilhões até 2026. Esse cenário demonstra a crescente preocupação com a segurança e a eficiência operacional em indústrias de alto risco, além da valorização de tecnologias que aumentem a produtividade e a proteção dos trabalhadores.

Para Cerviño, o desenvolvimento do mercado de RTLS é essencial para que o Brasil avance rumo à Indústria 5.0, que integra a revolução tecnológica à valorização do ser humano. “Uma solução fundamentada em análise de dados, digitalização e IoT, que fornece dados, insights e indicadores em tempo real, torna os ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, colocando o ser humano no centro dos benefícios”, afirma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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