AGRONEGÓCIO

Avanços genéticos impulsionam produtividade da soja e fortalecem inovação no campo

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Safra de soja reforça liderança do Brasil no mercado global

A evolução genética das cultivares de soja tem sido um dos principais fatores que sustentam o crescimento da produtividade no agronegócio brasileiro. Na safra 2024/25, o país manteve sua liderança mundial, com produção estimada em 155 milhões de toneladas.

Para a safra 2025/26, com aproximadamente 70% da área colhida, a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é alcançar um novo recorde, de 177,8 milhões de toneladas.

Biotecnologia e melhoramento genético elevam rendimento e expandem fronteiras

Os avanços em biotecnologia e técnicas de melhoramento genético têm permitido ganhos expressivos de produtividade e a expansão da soja para novas regiões e condições de cultivo.

Rafael Vaz, gerente comercial da Conceito Sementes, destaca que “os avanços nas técnicas de melhoramento genético, com a inserção de biotecnologias, possibilitaram crescimento exponencial nas produtividades, avanço da cultura em novas regiões e adaptação do posicionamento às necessidades do agricultor”.

Novas cultivares ajudam produtores a enfrentar desafios do campo

Além do aumento de rendimento, as novas variedades proporcionam maior flexibilidade frente a desafios como clima instável, pressão de pragas e doenças, presença de plantas daninhas e demandas de mercado.

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O impacto ambiental também tem se tornado um critério importante, incentivando o uso de sistemas de cultivo mais sustentáveis e a adoção de boas práticas agrícolas.

Adaptação das novas cultivares exige acompanhamento técnico

Apesar dos avanços, a introdução de novas variedades requer um processo de adaptação no campo. Vaz explica: “O desafio é superar a performance das variedades já consolidadas. Quando um material novo é lançado, é necessário ajustar população, manejo e ambiente, o que demanda uma ou duas safras de trabalho técnico junto ao produtor para atingir o máximo rendimento.”

Destaque para a cultivar Ápice na safra 2026/27

A proximidade entre empresas e produtores tem sido determinante para acelerar a adoção de novas tecnologias. Um exemplo recente é a cultivar Ápice, lançada para a safra 2026/27, que vem apresentando resultados expressivos: em 93% das áreas avaliadas, a cultivar superou as testemunhas, com incremento médio de 7 sacas por hectare.

Perspectivas futuras do melhoramento genético

Nos próximos anos, o foco do melhoramento genético será em características cada vez mais demandadas, como resistência a nematoides, maior flexibilidade no uso de herbicidas e tolerância à seca, sempre associadas a altos tetos produtivos.

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Com essas inovações, as novas cultivares de soja continuam sendo fundamentais para sustentar o crescimento da produtividade e a competitividade do Brasil no mercado agrícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

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A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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