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Avanço: Semeadura do arroz no RS atinge 77%

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De acordo com o recente levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a semeadura do arroz no estado do Rio Grande do Sul atingiu a marca de 77,22%. Nesse estágio, foram semeados 696.811 hectares dos 902.424 ha inicialmente previstos. Os dados, coletados pelas equipes dos Nates da autarquia, revelam um ritmo mais lento em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando 93,24% das áreas de arroz irrigado já estavam semeadas.

A diretora técnica, Flávia Tomita, observa que as chuvas têm contribuído para a diminuição das janelas de semeadura, resultando em um avanço de apenas 5,24% na área de arroz irrigado entre 8 e 23 de novembro. Enquanto a Zona Sul está próxima de concluir a semeadura, a Região Central ainda não atingiu 50% da área estimada.

A meteorologista Jossana Cera prevê um período predominantemente seco no RS até o próximo domingo (26). Entre segunda (27) e terça-feira (28), a presença de nebulosidade no Estado aumentará, com chance de chuva fraca na Metade Sul. Alguns setores da Zona Sul e Campanha podem receber chuva apenas na terça. As chuvas são esperadas nos dias 30 de novembro, 1º, 2, 3 e 7 de dezembro, com volumes acumulados variando de 30 a 80 milímetros, em média, na Metade Sul do RS.

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Confira o andamento da semeadura nas diferentes regiões:

  • Zona Sul: 146.617 ha (97,75% de 149.989 ha previstos)
  • Planície Costeira Interna: 111.119 ha (84,77% de 131.080 ha previstos)
  • Campanha: 102.020 ha (79,39% de 128.500 ha previstos)
  • Fronteira Oeste: 209.188 ha (77,68% de 269.305 ha previstos)
  • Planície Costeira Externa: 70.474 ha (68,84% de 102.367 ha previstos)
  • Central: 57.393 ha (47,36% de 121.183 ha previstos)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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