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Avanço no Setor do Feijão: Lançamento do Índice Feijão CEPEA

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Desde a sua criação, há 18 anos, o Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE) tem defendido a necessidade de uma referência confiável para os preços do feijão. Essa busca se estendeu por diversas instâncias, incluindo as Secretarias de Agricultura dos estados produtores, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e, por fim, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA).

No início deste ano, a CNA reconheceu a importância desse levantamento. Assim, tornou-se evidente que o preço do feijão também precisava ser monitorado e divulgado. Após meses de coleta de dados, reuniões com todos os elos da cadeia produtiva e a definição de um formato adequado, o projeto avançou. Uma das diretrizes principais foi considerar os diferentes polos de produção ao longo do ano.

O projeto foi liderado pelo pesquisador Lucilio Alves, do CEPEA-Esalq/USP, que apresentou, no dia 23, na sede da CNA em Brasília, o indicador de preços. Segundo Alves, neste ano foram realizadas visitas técnicas às regiões selecionadas para coletar informações e identificar os agentes envolvidos nas transações regionais de feijões.

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“Após a identificação e cadastro desses agentes, iniciamos um contato diário para saber os preços de negócio ou ofertas recebidas. As informações são agregadas a nível regional, com valores à vista. Com base nisso, realizamos um tratamento estatístico e divulgamos o preço médio das negociações em cada região”, explicou o pesquisador.

O IBRAFE começará a divulgar essa referência diariamente, juntamente com o relatório que será publicado nas mídias sociais. No final da tarde de ontem, foram reportados negócios ao IBRAFE, indicando uma leve elevação nos preços do feijão-carioca, que corresponde à média apurada pelo Índice Feijão CEPEA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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