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Aurora projeta safra de recuperação de 70 milhões de quilos de uva em 2025 após quebra de 28%

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A Cooperativa Vinícola Aurora prevê uma safra de recuperação para 2025, com a estimativa de colher mais de 70 milhões de quilos de uva, um aumento significativo em relação à produção de 2024, que sofreu uma quebra de 28,6% devido a condições climáticas adversas. A previsão foi calculada com base em um levantamento realizado junto aos 1,1 mil associados da cooperativa nos 11 municípios da Serra Gaúcha.

Projeção de recuperação e início da vindima

O volume de uvas esperado para 2025 está em linha com o registrado na safra de 2023, que alcançou 70,5 milhões de quilos. A colheita deste ano teve início no final de dezembro com as variedades híbridas Magna e Violeta, seguidas pelas americanas Bordô e Isabel Precoce e pelas viníferas Chardonnay, Pinot Noir e Malvasia Aromática. A expectativa é que a vindima seja concluída na segunda quinzena de março, com a colheita das variedades Moscato Branco e Cabernet Sauvignon.

Maurício Bonafé, gerente agrícola da Cooperativa, explicou que os efeitos do fenômeno climático La Niña, que causaram preocupação no início de 2024, não devem impactar significativamente a safra. “As condições climáticas têm favorecido as variedades, que apresentam boa qualidade. O manejo adequado também está permitindo extrair as características ideais para a produção de sucos, vinhos e espumantes”, afirmou.

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Inovação tecnológica e sustentabilidade no campo

A safra de 2025 será marcada por avanços significativos em termos de tecnologia. A Aurora pretende alcançar uma mecanização de até 95% na colheita, com a utilização de bins – caixas que substituem as unidades menores, aumentando a eficiência e reduzindo o esforço excessivo. O objetivo inicial para este ano era de 90%, e até 2027 todos os produtores deverão adotar essa prática.

Além da mecanização, a cooperativa intensificou o uso de drones para tratamentos, a regulagem de pulverizadores e a instalação de estações meteorológicas para otimizar o manejo agrícola. Bonafé também destacou que o trabalho contínuo de boas práticas agrícolas e trabalhistas tem sido um pilar importante, com acompanhamento regular aos 1,1 mil produtores da Aurora.

Recuperação pós-desastres climáticos

A safra de 2025 ainda carrega os reflexos das perdas de 2024, quando o excesso de chuvas e os deslizamentos de terra provocaram danos significativos na Serra Gaúcha. A tragédia climática de maio de 2024 afetou 86 propriedades da Aurora, resultando em uma perda de cerca de 2,5 milhões de quilos de uva. No entanto, Bonafé destacou que os danos não interferem na qualidade das uvas da safra de 2025, pois os deslizamentos ocorreram durante o período de dormência das videiras.

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A cooperativa também ofereceu suporte técnico e financeiro aos viticultores afetados, com a disponibilização de mudas de videira e a elaboração de projetos de recuperação que totalizam R$ 4,5 milhões, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Histórico de colheitas da Cooperativa Aurora

Nos últimos anos, a Cooperativa Vinícola Aurora tem apresentado variações em suas colheitas, com destaque para a safra de 2021, que chegou a 90 milhões de quilos. Acompanhe a produção nos últimos anos:

  • 2015: 65,5 milhões
  • 2016: 33,6 milhões
  • 2017: 71,5 milhões
  • 2018: 61,8 milhões
  • 2019: 68,2 milhões
  • 2020: 61,9 milhões
  • 2021: 90 milhões
  • 2022: 66 milhões
  • 2023: 70,5 milhões
  • 2024: 50,3 milhões

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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