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Aumento nos Preços do Trigo no Sul do Brasil: Tendências e Desafios do Mercado

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A cotação do trigo tem demonstrado uma crescente valorização nas principais regiões produtoras do Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, o preço médio do grão registrado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) atingiu R$ 1.405,00 por tonelada, refletindo um aumento de 5,10% em relação ao mês anterior. No mercado local, o preço para o trigo pão comum permanece próximo de R$ 1.400,00 FOB, mas enfrenta uma demanda limitada, impactada pela escassez de caminhões, que estão priorizando o transporte de soja. O trigo branqueador segue sem transações significativas, com o valor estimado em R$ 1.550,00 FOB. Em Panambi, o preço da saca registrou uma elevação para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, os moinhos enfrentam dificuldades na venda de farinhas e um excesso de estoques, o que tem restringido a compra de grãos. O preço do trigo permanece em torno de R$ 1.400,00 por tonelada FOB, com ofertas provenientes do Rio Grande do Sul chegando a R$ 1.300,00 FOB. No entanto, após a adição de frete e ICMS, o custo final no leste catarinense chega a aproximadamente R$ 1.600,00 por tonelada. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 69,00 em Chapecó e R$ 80,00 em Rio do Sul, com ajustes positivos em algumas localidades, como em São Miguel do Oeste, onde o valor subiu para R$ 74,00.

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No Paraná, a média registrada pelo CEPEA já ultrapassou a marca de R$ 1.520,00 por tonelada, impulsionada pela escassez de ofertas. Muitos vendedores estão focados na colheita da soja e, consequentemente, evitam negociar trigo, o que mantém os preços em alta. A cotação para o trigo varia entre R$ 1.550,00 e R$ 1.570,00 FOB, alcançando até R$ 1.600,00 no norte do estado. O trigo branqueador, por sua vez, está com preços superiores a R$ 1.700,00 por tonelada. A área plantada de trigo no estado deverá registrar uma redução de 20% a 25%, conforme estimativas do Sindustrigo, devido ao maior atrativo econômico do milho safrinha. No entanto, o lucro médio do triticultor paranaense teve uma evolução, alcançando 11,34%, com a saca cotada a R$ 76,47, enquanto os custos de produção diminuíram para R$ 68,68.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de arroz termina no Rio Grande do Sul e mercado enfrenta baixa liquidez com pressão nos preços

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Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz em casca entrou em uma nova fase, marcada por baixa liquidez, cautela nas negociações e pressão sobre os preços pagos ao produtor. O cenário foi destacado em análise do Cepea, que aponta mudança no foco dos agentes do setor, agora concentrados nas estratégias de comercialização e nas perspectivas para os próximos meses.

Sem a urgência das operações de campo, produtores e compradores passaram a atuar de forma mais seletiva. Segundo o levantamento, parte dos orizicultores intensificou a oferta do cereal com o objetivo de gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Em contrapartida, outro grupo prefere segurar os estoques, avaliando que os preços atuais ainda não cobrem adequadamente os custos de produção.

A postura mais retraída de parte dos produtores limita o ritmo dos negócios, contribuindo para um ambiente de baixa movimentação no mercado físico.

Indústrias adotam cautela nas compras

Do lado comprador, a cautela também predomina. Conforme análise do Cepea, embora haja interesse na aquisição do arroz, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados aos produtores em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.

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Outro fator que influencia o comportamento das empresas é a priorização do uso de estoques já armazenados em suas unidades, reduzindo a necessidade imediata de novas aquisições no mercado spot.

Esse cenário mantém o mercado pressionado e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações no curto prazo.

Mercado monitora próximos movimentos

Com a colheita encerrada no principal estado produtor do país, o setor agora acompanha fatores como ritmo da demanda doméstica, comportamento das exportações e capacidade de retenção dos produtores para avaliar os próximos movimentos do mercado de arroz.

Analistas destacam que a sustentação dos preços dependerá principalmente da retomada da demanda e da postura dos vendedores nas próximas semanas, em um ambiente ainda marcado por margens apertadas e elevada sensibilidade aos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

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