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Aumento no Preço da Gasolina e Etanol no Início do Segundo Semestre, aponta Edenred Ticket Log

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O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora os preços dos combustíveis nos postos, revelou que o preço da gasolina subiu no início do segundo semestre. O reajuste de 7,11% anunciado pela Petrobras em 8 de julho resultou em um aumento de 1,64% no valor do litro da gasolina em relação à primeira quinzena do mês, fechando julho com uma média de R$ 6,19.

Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, comenta que “o litro da gasolina aumentou ao longo do mês, e começamos o segundo semestre com uma média superior a R$ 6, o que indica preços mais altos em todo o País. Este cenário deve persistir em agosto, refletindo o impacto do recente reajuste sobre os motoristas brasileiros.”

O preço do etanol também subiu, com o litro sendo encontrado a uma média de R$ 4,16, marcando um aumento de 1,96% em comparação com a primeira quinzena de julho.

O levantamento por região revelou que todas apresentaram aumentos nos preços dos combustíveis, com destaque para a Região Norte, que registrou a maior média e a alta mais expressiva para a gasolina. No Norte, o litro da gasolina subiu 2,16%, fechando a R$ 6,62, e o etanol aumentou 3,01%, alcançando R$ 4,79. No Sul, o etanol teve o maior aumento percentual, de 3,08%, fechando a R$ 4,35.

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A média mais baixa para a gasolina foi encontrada no Sudeste, a R$ 6,06, enquanto o etanol mais barato foi registrado no Centro-Oeste, a R$ 4,06.

A maioria dos estados e o Distrito Federal enfrentaram aumentos no valor dos combustíveis em relação à primeira quinzena de julho. O Acre teve a gasolina com a média mais alta do País, a R$ 7,11, enquanto o etanol mais caro foi encontrado no Ceará, a R$ 5,15. São Paulo apresentou os preços mais baixos tanto para a gasolina (R$ 5,94) quanto para o etanol (R$ 3,95).

O Ceará teve o maior aumento percentual na gasolina, de 4,13%, com o litro chegando a R$ 6,56. No Amazonas, o etanol subiu 6,03%, atingindo R$ 4,57, a maior alta entre os estados.

Pina ressalta que “as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram as médias mais baixas para o etanol, tornando-o a opção mais vantajosa para abastecimento. Por emitir menos poluentes, o etanol contribui para uma mobilidade de baixo carbono.”

O IPTL é um índice de preços de combustíveis baseado em dados de abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Com uma estrutura robusta de data science, o IPTL oferece uma média precisa dos preços, beneficiando-se da ampla quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, parte da Edenred Brasil, possui mais de 30 anos de experiência e oferece soluções modernas e inovadoras para simplificar processos diários.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

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No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

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El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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