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Aumento do ICMS impacta preços dos combustíveis: gasolina, diesel e gás mais caros nas bombas

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O preço médio da gasolina nos postos brasileiros sofreu um acréscimo de R$ 0,19 por litro, resultado do repasse do aumento da alíquota do ICMS no início de fevereiro. Diesel e botijão de gás também foram afetados pela elevação da carga tributária, refletindo em seus custos.

Conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a gasolina alcançou a média de R$ 5,75 por litro nesta semana, registrando o valor mais alto nas bombas desde setembro de 2023. Esse aumento superou os R$ 0,15 por litro cobrados adicionalmente pelos estados.

A elevação do imposto estadual em fevereiro marcou a primeira desde que o ICMS passou a ser cobrado em reais por litro, substituindo a antiga prática de um percentual sobre o preço de venda estimado. A mudança, aprovada durante o governo Jair Bolsonaro (PL), começou a ser implementada em 2023.

Os Estados também aumentaram o ICMS sobre o diesel e o botijão de gás. O diesel S-10, segundo a ANP, teve um acréscimo de R$ 0,06 por litro esta semana, atingindo R$ 5,98, aproximando-se da marca dos R$ 6 pela primeira vez em 2024.

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A alta no preço do diesel equivale à metade do aumento do ICMS para o produto, indicando que o repasse ainda não foi integral. Já o botijão de gás ficou R$ 1,27 mais caro com o novo ICMS, com um repasse menor do que os R$ 2,06 de aumento do imposto. Em média, o produto foi vendido por R$ 101,94 nesta semana, segundo a ANP.

As distribuidoras alegam que, em muitos Estados, o novo ICMS ultrapassa o limite de 18%, estabelecido para produtos essenciais.

Essa elevação nos preços ocorre em um momento de pressão sobre a Petrobras, que enfrenta defasagens consideráveis nos preços de venda de seus produtos pelas refinarias, especialmente no diesel e na gasolina. O etanol hidratado, principal concorrente da gasolina, também teve um aumento de R$ 0,14, alcançando R$ 3,55 por litro nesta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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