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Aumento da safra pressiona preços do suco de laranja

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As projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra global de laranjas em 2024/25 indicam um crescimento na produção, o que tem pressionado os preços do suco de laranja concentrado na bolsa de Nova York. No Brasil, a Fundecitrus revisou para cima sua estimativa para o cinturão citrícola, favorecendo a estabilidade dos preços da fruta no mercado interno.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a laranja destinada à indústria foi cotada a R$ 88,24 por caixa, registrando uma leve alta de 0,2%. A oferta também foi beneficiada pelo bom desenvolvimento da quarta florada da safra.

O suco de laranja concentrado começou janeiro em alta, mas, após a divulgação do relatório do USDA em 10 de janeiro, as cotações recuaram. O mês foi encerrado com o produto negociado a 474,7 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 4,1% em relação a dezembro. O movimento de baixa persistiu até 11 de fevereiro, quando o preço atingiu 390,45 centavos de dólar por libra-peso.

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No Brasil, a Fundecitrus elevou sua projeção de safra em 2,4%, para 228,52 milhões de caixas, impulsionada pelas chuvas bem distribuídas nos últimos meses, que favoreceram o tamanho dos frutos. Apesar da revisão para cima, a produção ainda é 26% menor que a da safra anterior, devido aos impactos do greening.

No cenário das exportações, o Brasil embarcou cerca de 519 mil toneladas de suco de laranja (equivalente FCOJ) entre junho de 2024 e janeiro de 2025, uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo dos estoques limitados. Entretanto, a receita obtida com as exportações cresceu 38%, atingindo US$ 2,3 bilhões, impulsionada pelos preços elevados no mercado internacional.

“O USDA prevê que a produção global de suco de laranja em 2024/25 aumente 4%, totalizando 1,4 milhão de toneladas. Esse crescimento é impulsionado principalmente pelo Brasil, que deve ampliar a produção de suco em 9%, para 1 milhão de toneladas, devido ao maior volume de laranjas disponíveis para o processamento”, conclui o relatório.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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