AGRONEGÓCIO

Atrativo Alimentar Inova no Controle de Mariposas e Aumenta Produtividade nas Lavouras

Publicado em

O atrativo alimentar Chamariz®, desenvolvido pela AgBiTech, está gerando impacto significativo nas lavouras brasileiras, especialmente na fronteira agrícola. Esta solução inovadora, voltada para o controle comportamental de mariposas, tem demonstrado alta eficácia na redução da população de lepidópteros, como as espécies Helicoverpa spp, o complexo de Spodopteras e outras, responsáveis por infestação de lagartas nos cultivos de soja, milho e algodão.

“Chamariz® é uma tecnologia disruptiva, capaz de transformar a forma de controle das lagartas, solucionando problemas históricos dos produtores de algodão, soja e milho”, explica Daniel Caixeta, pesquisador da AgBiTech, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia no Brasil. A eficácia do atrativo alimentar está na combinação com um inseticida, que impede que as mariposas fêmeas ponham ovos, evitando o nascimento de novas lagartas.

Estudos realizados na Bahia mostraram que a aplicação de Chamariz® pode capturar mais de 20 mil mariposas por hectare, sendo pelo menos 10 mil fêmeas. “Considerando que cada mariposa fêmea pode colocar até 1.500 ovos, isso representaria a eliminação de até 15 milhões de lagartas por hectare”, detalha Caixeta. Em cultivos de algodão, o uso da tecnologia resultou em uma redução de 87% na incidência de lagartas, com danos 70% menores às estruturas reprodutivas das plantas, em comparação com áreas onde a solução não foi aplicada.

Leia Também:  Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate
Comparação com Outras Soluções do Mercado

A AgBiTech também comparou o desempenho do Chamariz® com outras alternativas disponíveis no mercado. Em um estudo realizado em Chapadão (MS), o produto superou significativamente a sacarose, capturando 1.131 mariposas em uma área de soja, enquanto a solução à base de açúcar coletou apenas 81. Em comparação com outra tecnologia disponível no mercado, o Chamariz® também obteve desempenho superior, com 1.062 mariposas capturadas, contra 539 do concorrente.

Quando testado em diferentes espécies de lagartas, Chamariz® mostrou-se mais eficiente, eliminando 172 mariposas de Spodoptera frugiperda frente a apenas 8 do outro atrativo. A relação de captura também foi vantajosa para as espécies Spodoptera albula e Spodoptera cosmioides, além das Plusiinae (Rachiplusia nu e Chrysodeixis includens).

“É crucial que o produtor compreenda o enorme potencial dessa ferramenta. Se utilizada corretamente, garantirá a produtividade das lavouras com uma excelente relação custo-benefício”, destaca Caixeta. Atualmente, as armadilhas com Chamariz® estão presentes em todas as regiões onde a AgBiTech opera, especialmente nas áreas com alta pressão de lagartas, como no Oeste da Bahia.

Leia Também:  Pilar da transformação do agronegócio brasileiro recebe reforço no orçamento 2026

Segundo Pedro Marcellino, diretor de marketing da AgBiTech, Chamariz® é um produto com grande potencial de controle de mariposas, atuando como uma ferramenta complementar aos métodos de manejo já adotados pelos produtores. “Além de ser eficaz contra diversas espécies de mariposas, Chamariz® oferece uma solução de ponta frente aos desafios crescentes das infestações de lagartas nas lavouras brasileiras”, conclui.

chamariz-barreiras-ba-11-2024-b

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

Published

on

O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

Leia Também:  Cuiabá ganha novas leis para celebrar cultura e valorizar o Dia das Mães e dos Pais

No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

Leia Também:  Relatório Agro Mensal do Itaú BBA: Exportações e Oferta de Gado Impulsionam Preços do Boi

Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA