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Atraso no Plantio de Soja em MT: Expectativa por Chuvas Aumenta no Brasil

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De acordo com levantamento da AgRural, até a última quinta-feira (10), apenas 8,2% da área estimada para a safra 2024/25 de soja no Brasil havia sido plantada. Esse índice representa um avanço em relação aos 4,5% registrados uma semana antes, mas é inferior aos 17% alcançados no mesmo período do ano passado. A marca de 8,2% é a mais baixa para esta época do ano desde a safra 2020/21. O principal fator para o atraso no plantio é o ritmo lento em Mato Grosso, onde os produtores aguardam chuvas mais consistentes, previstas para a segunda quinzena de outubro, antes de intensificarem as atividades.

Por outro lado, o estado do Paraná destaca-se com o plantio em ritmo acelerado, o mais rápido desde a safra 2018/19. A semeadura e o desenvolvimento inicial da safra paranaense têm sido favorecidos por chuvas regulares que atingem a região desde meados de setembro. Contudo, na semana passada, alguns produtores foram forçados a reduzir a velocidade do plantio devido ao excesso de umidade.

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Com exceção de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, que também têm recebido boas chuvas, a maioria dos agricultores em outros estados do Brasil espera por precipitações mais consistentes para dar celeridade ao plantio. Em diversas áreas, a expectativa é de que as chuvas se tornem mais frequentes e volumosas a partir desta semana.

Milho Verão: Plantio Avança no Centro-Sul

A semeadura do milho verão para a safra 2024/25 atingiu 42% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil na quinta-feira (10), um crescimento em relação aos 37% registrados uma semana antes e aos 41% no mesmo período do ano passado, segundo dados da AgRural. Nos estados do Sul, os trabalhos têm avançado entre as chuvas, com o plantio se aproximando da fase final. Nos demais estados, os produtores aguardam um maior acúmulo de chuvas para acelerar as atividades de semeadura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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