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Atividades simultâneas: Colheita do milho verão e plantio da safrinha avançam no Paraná, indica Deral

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O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou seu relatório semanal, fornecendo informações sobre as condições climáticas e o progresso das principais culturas no estado.

Segundo o levantamento, as lavouras da safra de verão de milho 2023/24 apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: 2% em desenvolvimento vegetativo, 13% em floração, 54% em frutificação e 31% em maturação. Até a última segunda-feira (08), 1% da área já havia sido colhida. Regiões como Paranaguá (15%), Campo Mourão e Laranjeiras do Sul (3%), Francisco Beltrão e Ponta Grossa (2%) já iniciaram a colheita.

Os técnicos do Deral classificaram 77% das lavouras em boas condições, 20% em condições médias e 3% em condições ruins.

Simultaneamente, as lavouras de milho segunda safra, embora representem menos de 1% do total previsto, estão divididas entre germinação (76%) e desenvolvimento vegetativo (24%). As áreas avaliadas como boas representam 99%, enquanto 1% é considerado médio.

Em relação ao plantio da safrinha, as regiões mais adiantadas são Guarapuava e Irati (25%), União da Vitória (20%), Laranjeiras do Sul e Pato Branco (5%), e Ponta Grossa (2%).

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O relatório detalha as condições nas diversas regiões do Paraná. Na região Norte, apesar da frutificação do milho verão, algumas lavouras enfrentam os efeitos da baixa umidade, podendo resultar em redução do potencial produtivo, devido às altas temperaturas e ausência de chuvas volumosas. Já nas regiões Oeste e Centro-Oeste, o milho está em boas condições, com a maioria em fase de frutificação e início de maturação.

A colheita do milho verão já começou na região Sudoeste e deve intensificar nos próximos dias, mas o Deral alerta para possíveis impactos negativos na produtividade devido à incidência de cigarrinha e chuvas durante a floração.

Na região Sul, as lavouras de milho apresentam vigor vegetativo e saúde satisfatórios, com a maioria em fase de frutificação. Em áreas recentemente plantadas, os produtores realizam o controle da ferrugem asiática na soja e da cigarrinha do milho, além de outros tratos culturais, conforme indicado pelos técnicos do Deral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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