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Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) realiza Ponto de Encontro RTRS 2023 “Na raiz da nossa missão”, em São Paulo

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O Ponto de Encontro RTRS 2023 “Na raiz da nossa missão”, conferência internacional anual promovida pela Associação Internacional da Soja Responsável (RTRS), aconteceu em outubro em São Paulo. A iniciativa, que teve sua penúltima edição na Alemanha, tem como compromisso fomentar o diálogo e conectar atores da cadeia de valor da soja para trocar conhecimento e trabalhar em estratégias para enfrentar os desafios do setor. Neste ano, o Ponto de Encontro debateu o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), e os desafios de sua implementação em toda a cadeia de valor da soja com foco em rastreabilidade, suas implicações e impacto; também abordou a questão da sustentabilidade além dos requisitos de desmatamento, incluindo conceitos como pegada ambiental, agricultura regenerativa e a importância das parcerias. No total, 175 pessoas de 14 países e 90 organizações participaram do fórum de discussão.

Na abertura, o presidente da RTRS, Lieven Callewaert, disse que os países produtores entregam um importante valor agregado quando se trata da mitigação das mudanças climáticas, e que é possível que os grãos de soja sejam produzidos de forma responsável para reduzir o impacto social e ambiental, preservando e melhorando o valor econômico. “Vemos a sustentabilidade como uma abordagem holística. Estamos trabalhando e indo em direção de uma missão que vai além do zero desmatamento e vamos continuar a abraçá-la até chegar em nosso objetivo. Além disso, o executivo enfatizou que a certificação RTRS é uma ferramenta muito valiosa nesse sentido para todos os atores da cadeia.

Como parte da abertura, a Superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (FAPCEN) e vice-presidente da RTRS representando os produtores, Gisela Introvini, destacou o papel dos produtores rurais e a importância da resiliência e da visão de futuro para enfrentar os desafios na agricultura. Ainda, ressaltou que o Brasil tem uma grande responsabilidade como produtor de alimentos para o mundo e como isso impactará bilhões de pessoas que habitarão o mundo em 2025. “Nós temos que ter o equilíbrio de defender os nossos biomas e, ao mesmo tempo, entender sobre a segurança alimentar”. Além disso, ela enfatizou a importância da certificação de grãos e da agricultura regenerativa, essa última, capaz de produzir alimentos ao mesmo tempo em que propicia condições para a natureza se conservar e recuperar.

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Entre todos os temas debatidos, um dos pontos centrais foi como implementar as normas da EURD e manter a soja como um produto livre de desmatamento, e a necessidade de entender como as leis internacionais podem ser aplicadas em países produtores, nacionais e distintos, como é o caso de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com legislações diferentes, na questão do desmatamento zero.

Durante a conferência, a RTRS propôs focar o debate pensando em como a sustentabilidade é um desafio multifacetado, que vai além do desmatamento, abrangendo uma série de elementos essenciais para o bem-estar do planeta e da sociedade. Isso inclui não apenas o sequestro de carbono, mas também práticas sustentáveis em todos os setores da economia, o respeito às comunidades e a promoção de melhores condições humanas de trabalho envolvidos em processos produtivos. O evento trouxe a reflexão de que é importante ter uma abordagem holística sobre esses temas e é preciso encontrar soluções para cada item relacionado. E, dentro disso, como a RTRS, além da certificação, desempenha um papel fundamental para ter um diálogo multilateral e tem o compromisso de mudar o setor de soja com práticas responsáveis.

Também nessa linha, foi abordado como a implementação da legislação da União Europeia para os produtos livres de desmatamento, em que fica clara a importância da cooperação entre o mercado, indústria de alimentos e varejistas, e do diálogo sobre como as novas exigências podem ser incorporadas de maneira mais ampla, de forma a manter os compromissos com a sustentabilidade e com o desmatamento zero. Nesse contexto, empresas do setor privado de alimentação exemplificaram como mantêm programas e pilares dentro das companhias com o compromisso em manter fornecedores que estejam preocupados e alinhados com os objetivos de desmatamento zero e sustentabilidade.

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A agricultura regenerativa, uma prática que não é novidade, também foi um tópico amplamente debatido, com destaque para o seu papel fundamental na restauração e revitalização do solo, tornando-o mais fértil e produtivo. Este é exatamente o papel e o compromisso assumido pelos produtores de sojas certificados RTRS, não apenas no que diz respeito ao meio ambiente, mas também na promoção de boas práticas agrícolas. Eles atuam como protagonistas em iniciativas sociais, assegurando práticas comerciais e agrícolas responsáveis, enquanto simultaneamente preservam a biodiversidade e protegem os direitos humanos e trabalhistas. Assim, a produção da cadeia de alimentos não se restringe apenas à eficiência econômica, mas também abraça um compromisso mais amplo com a sustentabilidade e a responsabilidade social, desempenhando um papel importante na construção de um futuro mais equilibrado.

Para concluir, Lieven Callewaert ressaltou a importância de focar nas oportunidades que foram abordadas durante o evento. “Apesar de legislações em diferentes territórios, temos uma coincidência: mobilizar as coisas boas que temos feito, as boas práticas do solo, a cultura, os projetos sociais implementados por nossos produtores e por todos os atores que fazem parte de cadeia. Esse continua sendo o compromisso da RTRS e de seus membros, e incentivamos a rede a aprofundar seus compromissos”, afirmou.

Fonte: RTRS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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