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Associação Brasileira de Hereford e Braford Expande Exportação para o Mercado Asiático

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A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) anunciou a retomada das exportações da Carne Hereford para as Ilhas Maldivas, um destino de destaque no mercado asiático. Em parceria com o Frigorífico Verdi, de Pouso Redondo (SC), a operação foi realizada para a Unan Hospitality Maldives Private LTD, uma das principais fornecedoras de produtos alimentícios premium para resorts de luxo no arquipélago.

A Unan Trading é reconhecida por fornecer produtos de alta qualidade, incluindo carne e café, destinados a um público exigente e de elevado poder aquisitivo. A Carne Hereford, renomada por seu marmoreio distinto, maciez e sabor superior, oferece uma experiência gastronômica única que se alinha aos padrões elevados dos resorts nas Maldivas.

Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB e do Programa Carne Hereford, celebrou a conquista, destacando que a exportação reafirma a excelência do produto, já consolidado no mercado brasileiro. “Essa realização demonstra não apenas o reconhecimento da qualidade da Carne Hereford internamente, mas também o seu potencial no cenário global”, afirmou.

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Eduardo Eichenberg, diretor do Programa Carne Hereford, ressaltou que a parceria com o Frigorífico Verdi marca um avanço significativo para a ABHB. “Esta é uma grande conquista para Santa Catarina, um estado importante na produção das raças Hereford e Braford. A abertura deste novo mercado nas Maldivas reflete o compromisso com a qualidade e o alcance internacional da nossa carne, que já havia sido exportada para o Oriente Médio”, observou. Ele acrescentou que o Programa Carne Hereford tem se empenhado em buscar parcerias estratégicas e ações focadas no consumidor final, com destaque para a colaboração com redes de restaurantes certificadas.

Ariel Bichels Verdi, diretor do Frigorífico Verdi, destacou o entusiasmo com a expansão para o mercado asiático e a confiança de que os consumidores nas Maldivas apreciarão a qualidade da carne Hereford. “O Frigorífico Verdi desempenha um papel crucial como fornecedor de carnes de alta qualidade, oriundas de fazendas que seguem práticas éticas, reforçando o agronegócio e o trabalho do produtor brasileiro”, afirmou.

Todo o processo de exportação foi realizado de acordo com os requisitos da certificação Halal, essencial para atender às demandas de países muçulmanos. A certificação Halal garante que os produtos foram produzidos conforme os preceitos da religião islâmica, o que inclui o abate conforme os rituais exigidos e o armazenamento adequado, além de assegurar que os produtos não contenham ingredientes proibidos como álcool ou porco.

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Com essa nova exportação, a Carne Hereford continua a consolidar sua posição no mercado internacional, mostrando a força da produção brasileira e seu alinhamento com os mais altos padrões globais de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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USDA projeta menor safra de trigo dos EUA desde 1972 e acende alerta para abastecimento global

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O mercado global de trigo encerrou a semana sob forte volatilidade após a divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projetou a menor safra norte-americana de trigo desde 1972. O cenário elevou a preocupação com a oferta global do cereal e provocou forte reação nas bolsas internacionais.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, os contratos futuros negociados nas bolsas de Chicago e Kansas registraram as maiores altas percentuais diárias desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

O principal gatilho foi a revisão para baixo da produção norte-americana de trigo na safra 2026/27. O USDA estimou a colheita dos Estados Unidos em 1,561 bilhão de bushels, volume significativamente inferior à expectativa do mercado, que girava em torno de 1,731 bilhão de bushels. Na temporada anterior, a produção havia sido estimada em 1,985 bilhão de bushels.

Além da redução na safra, os estoques finais dos Estados Unidos também vieram abaixo do esperado, projetados em 762 milhões de bushels, contra expectativa média de 841 milhões. O quadro reforçou a percepção de aperto na oferta mundial do cereal.

Seca derruba produtividade das lavouras norte-americanas

A produção de trigo de inverno dos Estados Unidos deverá atingir o menor nível desde 1965, refletindo os impactos da seca nas principais regiões produtoras das Planícies norte-americanas.

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Atualmente, apenas 28% das lavouras são classificadas entre boas e excelentes, enquanto 40% apresentam condições consideradas ruins ou muito ruins.

No Kansas, maior estado produtor de trigo do país, a produtividade foi estimada em 39,3 bushels por acre, bem abaixo dos 53,3 bushels registrados na safra passada.

O cenário climático adverso aumentou a sensibilidade do mercado internacional, elevando os prêmios de risco e sustentando as cotações globais do cereal.

Brasil deve reduzir área plantada e ampliar importações

No Brasil, o cenário também preocupa o setor produtivo. A segunda pesquisa de intenção de plantio divulgada pela Safras & Mercado aponta redução de 17,3% na área cultivada com trigo na safra 2026/27, totalizando 1,943 milhão de hectares.

A produção nacional foi projetada em 6,155 milhões de toneladas, queda de 23,3% em relação ao ciclo anterior.

Com a retração da oferta doméstica, o Brasil deverá ampliar ainda mais a dependência de importações. A necessidade de compras externas foi estimada em 8,695 milhões de toneladas para atender a demanda interna, especialmente da indústria moageira, cujo consumo gira em torno de 13 milhões de toneladas.

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, os elevados custos de produção, as margens apertadas e o forte endividamento do produtor rural continuam limitando os investimentos na cultura do trigo no país.

Mercado brasileiro segue com baixa liquidez

Apesar do cenário internacional altista, o mercado físico brasileiro permaneceu travado ao longo da semana.

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No Paraná, os preços do trigo ficaram próximos de R$ 1.430 por tonelada FOB, sustentados pela escassez de oferta disponível.

Já no Rio Grande do Sul, o distanciamento entre compradores e vendedores continuou restringindo os negócios. As indicações de compra giraram em torno de R$ 1.300 por tonelada, enquanto produtores mantiveram ofertas acima de R$ 1.350 FOB interior.

A indústria moageira gaúcha também enfrenta dificuldades para repassar os custos ao mercado consumidor. Segundo agentes do setor, os preços da farinha e do farelo não acompanharam a valorização do trigo, reduzindo o apetite de compra dos moinhos.

Trigo argentino e dólar influenciam mercado doméstico

O mercado brasileiro encerrou a semana sustentado pela combinação entre oferta restrita no mercado spot e valorização do trigo argentino.

O cereal da Argentina chegou a ser indicado a US$ 255 por tonelada, enquanto o dólar próximo de R$ 4,98 ajudou a limitar parte das altas internas.

A expectativa do setor é de que o abastecimento siga ajustado nos próximos meses, mantendo elevada a dependência brasileira das importações do Mercosul, especialmente diante da perspectiva de menor produção nacional e das incertezas climáticas no Hemisfério Norte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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