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Associação Brasileira de Angus Rebate Declaração do CEO do Carrefour

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A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack manifestou profunda preocupação em relação à declaração do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, que desqualificou a carne produzida nos países membros do Mercosul. A fala, publicada em rede social, foi considerada pela entidade como improcedente e prejudicial à reputação da proteína brasileira, que é resultado de décadas de trabalho sério e sustentável de criadores e empresas do setor.

Angus como Referência Mundial em Carne Premium

Em nota oficial, a associação destacou os avanços obtidos ao longo de 21 anos pelo Programa Carne Angus Certificada, que estimula o melhoramento genético, a padronização e a sustentabilidade na produção de carne premium. Esses esforços colocam o Brasil em posição de destaque nos mercados mais exigentes do mundo, como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, que figuram entre os principais importadores da proteína Angus brasileira.

Além disso, a entidade ressaltou a criação de certificações específicas para o varejo e sustentabilidade, reforçando a qualidade e a confiabilidade do produto que chega às mesas de consumidores no Brasil e em diversos países.

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Preocupação com o Protecionismo

A declaração de Bompard ocorre em um momento em que líderes globais discutem formas de combater a fome e ampliar o acesso a alimentos de alta qualidade. Nesse contexto, a associação enfatizou que medidas protecionistas, como a sugerida pelo executivo do Carrefour, representam uma ameaça aos esforços internacionais para garantir segurança alimentar.

A entidade reiterou a excelência da carne Angus brasileira, produzida com elevados padrões sanitários e ambientais, e apelou para que prevaleça o bom senso e o respeito à proteína do Mercosul, ao trabalho de milhares de profissionais do setor e aos princípios do livre mercado.

Com essa manifestação, a Associação Brasileira de Angus reafirma seu compromisso com a defesa da reputação da carne brasileira e com a ampliação de sua presença nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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