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Arroz e feijão avançam no Rio Grande do Sul

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O plantio das lavouras de feijão da primeira safra no estado do Rio Grande do Sul está em andamento, de acordo com informações divulgadas pelo Informativo Conjuntura da Emater/RS-Ascar, na quinta-feira (19/10). O processo de semeadura está prestes a ser concluído na região do Planalto Médio, enquanto nas regiões Central e Sul do estado, os índices de plantio são mais baixos. Nas áreas dos Campos de Cima da Serra, a semeadura só deve começar em dezembro.

Na região de Ijuí, destaca-se um progresso significativo, com 95% da área prevista para o primeiro cultivo já plantada. As lavouras exibem um desenvolvimento saudável, e os produtores planejam concluir o plantio do feijão antes de iniciar o cultivo da soja. Até o momento, o controle de ervas daninhas tem sido satisfatório, e a incidência de pragas e doenças tem sido mínima, dispensando medidas de controle.

A cultura do arroz também apresentou um aumento significativo na área semeada, beneficiada pelas condições ambientais favoráveis, como a ausência de chuvas e dias ensolarados nas regiões Sul e Campanha, tornando o solo propício para o plantio.

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Na região de Pelotas, a semeadura do arroz está em andamento. A redução do excesso de umidade nos talhões, devido à ausência de precipitações, tem favorecido o processo. Com a umidade se aproximando das condições ideais, o progresso tem sido rápido, e cerca de 50% da área estimada já foi plantada. No entanto, em comparação com o ano anterior, ainda há uma defasagem, uma vez que, na mesma época, 65% da safra já havia sido implantada.

Fonte: Agrolink

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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