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Arrecadação de Exportações de Carne Suína Alcança Recorde em Outubro

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Conforme dados divulgados nesta terça-feira (29) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada nos 19 dias úteis até a quarta semana de outubro já superaram de forma significativa tanto os volumes embarcados quanto a arrecadação do mesmo mês do ano anterior.

Até o momento, a receita gerada com as exportações de carne suína alcançou US$ 258.580.141, o que representa um aumento de 36,98% em relação ao total arrecadado durante todo o mês de outubro de 2023, que foi de US$ 188.767.060. Em termos de volume, foram embarcadas 102.098,978 toneladas, um crescimento de 23,70% em comparação com as 82.531,609 toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.

O faturamento médio diário, até agora, é de US$ 13.609.481, refletindo um incremento de 51,4% em relação ao mês anterior. Em comparação com a semana anterior, houve um aumento de 1,42%, passando de US$ 13.418.323 para o valor atual.

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Em relação ao volume médio diário, foram embarcadas 5.373,630 toneladas, evidenciando um crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Comparado ao desempenho da semana anterior, houve uma leve alta de 0,41%, em comparação às 5.351,626 toneladas registradas anteriormente.

Por fim, o preço médio pago por tonelada de carne suína alcançou US$ 2.532,641, superando em 10,7% o valor praticado em outubro do ano passado. Em relação ao preço registrado na semana anterior, houve um aumento de 1,00%, passando de US$ 2.507,335.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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