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Arquitetura em madeira bate recordes mundiais e impulsiona futuro sustentável

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Grand Ring: a maior estrutura de madeira do mundo

Construído para a Expo Osaka 2025, o Grand Ring é atualmente a maior edificação em madeira do planeta, com 2 km de circunferência formando um impressionante anel ao redor do centro de exposições. Desenvolvido pelo escritório japonês Sou Fujimoto Architects, o projeto impressiona pela construção sem uso de pregos ou parafusos, utilizando técnicas tradicionais japonesas com madeira de cipreste, cedro e pinheiro da região de Osaka. A obra foi reconhecida pelo Guinness World Records.

Importância e desafios da arquitetura em madeira

O arquiteto Cristiano Nicolat Almeida destaca que projetos como o Grand Ring são fundamentais para mostrar que é possível construir de forma mais verde e com valorização das madeiras nacionais. Ele ressalta que detalhes técnicos como durabilidade, logística e precisão são essenciais para o sucesso dessas obras. “Precisamos ampliar o conhecimento e a estrutura para incorporar a madeira em nossos projetos arquitetônicos”, afirma.

Mjøstårnet: o prédio mais alto em madeira do mundo

Localizado em Brumunddal, Noruega, o edifício Mjøstårnet tem 85,4 metros de altura e 18 andares, sendo o mais alto construído inteiramente em madeira. Utilizando o CLT (madeira laminada cruzada), material que oferece rigidez e segurança comparáveis ao concreto e aço, o prédio mistura apartamentos, escritórios, restaurante, hotel e áreas de lazer. A incorporadora Moelven Industrier ASA também adotou práticas sustentáveis, como o plantio de duas árvores para cada uma utilizada.

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Avanços globais e barreiras culturais

O uso da madeira engenheirada tem crescido em países como Estados Unidos, Finlândia, Canadá e Nova Zelândia. Entretanto, como aponta a arquiteta Sheila Basilio, ainda existem barreiras culturais e técnicas para que a madeira seja amplamente aceita em grandes construções. “É fundamental educar profissionais e o público sobre as vantagens da madeira como material sustentável e versátil”, comenta.

Iniciativas brasileiras: Casa do Lago e inovação tecnológica

No Espírito Santo, Sheila lidera o projeto pioneiro Casa do Lago, em Domingos Martins, construído inteiramente em madeira laminada colada (MLC). A obra, vencedora de um concurso internacional de foto e vídeo, será destaque na maior feira mundial de esquadrias na Alemanha no próximo ano. Segundo a arquiteta, o MLC permite maior resistência e versatilidade, possibilitando formas arquitetônicas inovadoras e spans maiores.

A revolução sustentável na arquitetura brasileira

Inspirado em exemplos globais, o Brasil tem potencial para liderar a adoção da madeira engenheirada em larga escala, aproveitando seus recursos florestais e avanço tecnológico. A utilização crescente da madeira pode gerar impactos positivos ambientais, econômicos e culturais, valorizando a identidade regional da arquitetura nacional.

Paula Maciel, organizadora da feira Espírito Madeira – Design de Origem, destaca que a madeira é um dos poucos insumos industriais renováveis, capaz de ser explorada sem causar impactos ambientais negativos, contribuindo para a sustentabilidade.

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Profissionais brasileiros na vanguarda da inovação

Projetos como a Casa do Lago e o trabalho de especialistas como Cristiano Almeida e Sheila Basilio evidenciam a capacidade do Brasil de integrar essa tendência mundial. Antonio Nicola Brazolino, também organizador da Espírito Madeira, reforça que a madeira pode ser o centro de soluções inovadoras e ecológicas na construção civil, abrindo caminho para um futuro mais sustentável.

Convite para patrocinadores da Espírito Madeira 2025

A feira Espírito Madeira, que ocorrerá de 11 a 13 de setembro em Venda Nova do Imigrante (ES), é uma oportunidade para empresas e instituições se conectarem com a cadeia produtiva da madeira e fortalecerem seus negócios no setor. Interessados em participar como parceiros podem garantir sua presença e apoiar essa referência nacional na indústria madeireira.

Essa trajetória mostra que a arquitetura em madeira não é apenas uma tendência estética, mas uma resposta concreta para a construção sustentável e inovadora em todo o mundo — e que o Brasil está preparado para liderar esse movimento.

3ª Feira Espírito Madeira- Design de Origem

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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