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Argentino é o grande campeão da Expoqueijo pela segunda vez consecutiva

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Pela segunda vez consecutiva, o argentino Mauricio Couly venceu o Concurso Internacional de Queijos Artesanais com o produto 4 Esquinas, concorrente na categoria de leite de vaca pasteurizado de casca tratada. Os produtores de Minas Gerais levaram mais da metade das medalhas de ouro, com 24 das 41 primeiras colocações. Os campeões foram revelados na noite deste sábado (29/06), em cerimônia no Grande Hotel Termas de Araxá.

“Estou muito emocionado, novamente não acredito. Estou muito contente e feliz porque acho que os irmãos brasileiros têm muitos bons queijos. Compartilhar este momento com bons queijos é muito importante. Muito obrigado a todos, estou feliz por receber o maior prêmio mais uma vez nesta maravilhosa Expoqueijo”, comemora Mauricio.

Mil e cem concorrentes de 14 países disputaram o Super Ouro na edição deste ano, somando quase sete toneladas de queijo. A competição é organizada pela Bonare Eventos, com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e suas vinculadas, a Emater-MG, a Epamig e o Instituto Mineiro de Agropecuária, entre outros parceiros.

“Este é um concurso que vem para consolidar e consagrar a força do queijo artesanal em Minas Gerais, no Brasil e no mundo. É uma cadeia produtiva que agrega valor à produção, fixa o homem no campo, gera renda e empregos”, avalia o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

Ouro de Minas

Cerca de 20 queijarias de Minas Gerais conquistaram pelo menos uma medalha de ouro nas mais de 40 categorias do Concurso Internacional de Queijos Artesanais da Expoqueijo Brasil 2024.

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A Escola Queijos no Brasil, de Juiz de Fora, na Zona da Mata, alcançou cinco premiações, incluindo dois primeiros lugares, com um queijo de leite cru maturado por quase 180 dias e um Requeijão Moreno, além de uma prata e duas terceiras posições. Todos os produtos foram elaborados durante as aulas na instituição.

“A emoção de ser premiado em um concurso de tal proporção é indescritível. Tomei a bandeira do queijo artesanal como meu baluarte de vida e ensino, com mais de 30 anos percorridos, e divido esses prêmios com os meus alunos, que acreditam em nosso trabalho. Não tenho palavras para cinco medalhas, apenas muita alegria”, afirma o professor Fernando Rodrigues.

Já a Fazenda Boa Esperança, de Tapira, na microrregião de Araxá, caracterizada pelo Governo do Estado como produtora de Queijo Minas Artesanal, é campeã em duas categorias, com um queijo de casca florida com 40 dias de maturação e outro maturado por mais de dois meses, e ganhador de mais duas medalhas de bronze. O produtor Reginaldo de Assis Castro participa do concurso desde que registrou a Queijaria 3 Irmãos.

“A gente se certificou em 2022 e, nesse ano mesmo, conseguiu a nossa primeira medalha de prata. Foi motivo de muita alegria, trouxe muito sucesso e aumentou demais nossas vendas. No ano passado, já conquistamos duas medalhas de ouro e duas de bronze, e neste ano novamente, trazendo ainda mais valorização para o nosso produto”, relata Reginaldo, que trabalha ao lado da esposa, Liliana Patrícia Goulart Castro, e dos três filhos.

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Para o produtor, a certificação abre caminhos, ao possibilitar a participação em concursos como a Expoqueijo Brasil e a comercialização dos queijos por todo o país, e ainda garante a segurança no consumo para a população.

Metodologia

A metodologia da competição foi desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, vinculado à Epamig, responsável pelo treinamento dos jurados e pelo sistema de avaliação dos queijos, com base em atributos sensoriais como aspecto global, cor, textura, aroma, consistência e sabor, e pela distribuição dos pontos.

Os queijos foram apresentados ao júri sem qualquer indicação da origem e o julgamento foi dividido em três fases. Na primeira, realizou-se a classificação dos medalhistas de ouro, prata e bronze de cada categoria. Na segunda, os vencedores das primeiras colocações competiram por um lugar na grande final. Por fim, os 15 mais bem pontuados passaram pela avaliação de uma banca de especialistas.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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