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Argentina: um produtor em ascensão no mercado de petróleo

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O aumento da produção de petróleo da Argentina nos últimos anos impulsionou suas exportações de petróleo bruto, oferecendo algum alívio para as crises financeiras que afetaram o país nos últimos anos.

“Há alguns motivos por trás do aumento da produção de petróleo e gás natural, mas o principal deles é a Vaca Muerta, uma das maiores formações de xisto do mundo, que atraiu investimentos maciços”, observa Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com os dados oficiais, a produção de petróleo bruto aumentou 0,4% em relação ao mês anterior (m/m) e 8,8% em relação ao ano anterior (a/a), enquanto a produção de gás natural aumentou 10,2% em relação ao mês anterior e 11,2% em relação ao ano anterior.

“Esses desenvolvimentos estão tornando a Argentina um importante produtor de energia na América do Sul. Além disso, cerca de 67% da produção total de petróleo bruto vem da região de Neuquina, onde se encontra a formação Vaca Muerta”, indica.

“O cenário energético da América do Sul está mudando. Países como Argentina, Brasil e Guiana estão aumentando a produção de petróleo bruto, ajudando a mitigar o déficit de fornecimento causado pelas nações da OPEP+ nos últimos meses. Vamos examinar o cenário energético da Argentina e suas implicações para o mercado global de energia”, diz o analista.

Vaca Muerta é o principal impulsionador do mercado de petróleo da Argentina

Em maio, a maioria das regiões produtoras de petróleo bruto da Argentina registrou quedas em sua produção em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso inclui Austral (-3,3%), Cuyana (-6,0%) e Golfo San Jorge (-2,6%).

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“No entanto, a bacia de Neuquina registrou um aumento significativo de 15,9% em relação ao ano anterior. Essa região está permitindo que o país aumente suas exportações de petróleo bruto, ajudando a obter receitas em meio a uma crise financeira que reduziu significativamente suas reservas internacionais”, explica.

Segundo Victor, uma maneira de observar a crescente importância da região é o aumento das plataformas de fraturamento hidráulico, que recentemente chegaram a 1.703, a maioria dos quais da empresa petrolífera nacional YPF. Nessa trajetória, a projeção é de que Vaca Muerta ultrapasse 1 milhão de barris por dia (bpd) de produção de petróleo bruto até 2030, posicionando a região ao lado de regiões de petróleo de xisto dos EUA, como Bakken e Eagle Ford.

Entretanto, a liberação de todo o potencial de geração de petróleo e gás natural da região depende de mais investimentos e desenvolvimento de infraestrutura. “Estão surgindo sinais de que os mercados de crédito e de ações da Argentina podem estar se abrindo, à medida que o presidente recém-eleito implementa políticas que visam a flexibilizar a economia rigidamente controlada do país”, acredita.

São necessários mais investimentos no setor de energia

O novo governo da Argentina está tomando medidas importantes ao fazer a transição dos preços da energia para os níveis de mercado. Esse afastamento dos subsídios visa a atrair investimentos em todo o setor de energia, não apenas para a produção de petróleo bruto, mas também para o gás natural.

“O aumento do investimento em gás natural é fundamental para obter economias de escala, tornando-o mais competitivo e, possivelmente, abrindo portas para mercados de exportação atraentes, como na Europa, que busca diversificar os fornecedores após o conflito entre a Rússia e a Ucrânia”, ressalta.

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Em maio, a YPF iniciou a primeira etapa de um oleoduto que ajudará a aumentar a produção na formação de Vaca Muerta, permitindo que o país exporte mais de 135 milhões de barris de petróleo por ano. A primeira etapa exigirá um investimento de US$ 190 milhões.

“Os projetos de infraestrutura desempenharão um papel fundamental para que a Argentina possa expandir seu volume de exportação nos próximos anos. Desde sua inauguração no ano passado, o oleoduto Transandino facilitou o envio diário de 52.000 barris por dia (bpd), marcando um aumento de 30% nas exportações de petróleo de Vaca Muerta para o Chile”, conclui.

Em resumo, a Argentina está ganhando terreno no cenário energético internacional e pode se tornar um importante fornecedor para o mercado global à medida que sua produção aumenta.

As reformas econômicas em andamento, que estão alinhando os preços do país com os níveis internacionais, poderão desbloquear uma série de investimentos no setor de petróleo e gás, cruciais para liberar o potencial do país.

No centro dessas perspectivas positivas para o setor de energia está a região de Vaca Muerta, que hoje representa o principal impulsionador do crescimento do petróleo e do gás natural no país.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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