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Argentina elimina retenções e pressiona cotações da soja em Chicago; mercado brasileiro segue travado

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A semana foi marcada por queda nas cotações da soja no mercado brasileiro. Os negócios permaneceram lentos, refletindo a pressão vinda da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar da valorização do dólar, que segue entre R$ 5,30 e R$ 5,35, a moeda não foi suficiente para estimular novas vendas por parte dos produtores.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 134,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), o recuo foi de R$ 134,50 para R$ 130,00. Já em Rondonópolis (MT), a cotação passou de R$ 127,00 para R$ 126,00. Nos portos, o movimento também foi de baixa: em Paranaguá (PR), o preço perdeu R$ 2,50, ficando em R$ 136,00.

Chicago registra queda com pressão da oferta

Na CBOT, os contratos com vencimento em novembro recuaram 1,37%, sendo negociados na casa de US$ 10,11 ½ por bushel na manhã da última sexta-feira (26). O avanço da colheita nos Estados Unidos, sem grandes contratempos, reforça a expectativa de uma safra cheia, ampliando a pressão em um mercado já abastecido.

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Enquanto isso, a demanda da China pela soja norte-americana segue enfraquecida, com os compradores priorizando o produto sul-americano.

Argentina retira retenções e movimenta exportações

O governo argentino decidiu zerar temporariamente as retenções de exportação para acelerar a entrada de dólares no país. A medida alcançou a meta de captação em apenas três dias, mas voltou a impactar o mercado internacional.

Segundo estimativas, a China programou a compra de pelo menos 40 cargas de soja argentina, movimento que intensificou a pressão sobre Chicago e, consequentemente, sobre os preços no Brasil.

Câmbio limita perdas, mas negócios continuam restritos

A valorização do dólar amenizou parcialmente os efeitos da queda em Chicago, mas não foi suficiente para destravar o mercado interno. Na sexta-feira (26), a moeda americana era cotada a R$ 5,36, acumulando alta semanal de 0,7%.

Estoques de soja nos EUA devem recuar

Analistas projetam que os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de setembro, fiquem abaixo do registrado no ano anterior. A estimativa aponta para 322 milhões de bushels, contra 342 milhões no mesmo período de 2024.

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O relatório oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) será divulgado na próxima terça-feira (30), às 13h (horário de Brasília).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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