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Arena de Inovação: ABTCP Abre Oportunidade para Startups Revolucionarem o Setor de Celulose e Papel

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O Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel – ABTCP 2024, que acontecerá entre os dias 1 e 3 de outubro, oferece uma oportunidade inédita para startups que desejam se destacar no setor de celulose e papel. A Arena de Inovação, promovida pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), foi criada para conectar startups inovadoras com o mercado, oferecendo uma plataforma para apresentar soluções técnicas voltadas para sustentabilidade, economia circular e transformação digital.

O setor de celulose e papel, um pilar importante da economia brasileira, está em expansão, com investimentos previstos superiores a R$ 105 bilhões até 2028, conforme dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Darcio Berni, diretor-executivo da ABTCP, destaca a visão da entidade: “Queremos atuar como catalisadores de iniciativas inovadoras, proporcionando soluções técnicas compartilhadas entre as empresas do setor.”

O consultor de inovação e membro do Comitê de Inovação da ABTCP, Durval Garcia, enfatiza que a Arena de Inovação tem o objetivo de impulsionar o desempenho das empresas em inovação, promovendo um desenvolvimento responsável e sustentável. “Durante os três dias do evento, a Arena servirá como um espaço para apresentações de soluções inovadoras e rodadas de negócios, reunindo demandas e soluções em um só lugar”, explica Garcia.

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Três Desafios para Startups em 2024

Nesta edição inaugural, a Arena de Inovação focará em três desafios estratégicos que refletem o tema do 56º Congresso Internacional do setor:

Sustentabilidade e Economia Circular: Buscam-se soluções inovadoras para o reaproveitamento de resíduos na indústria de papel e celulose. Startups que possuam tecnologias para transformar resíduos em novos produtos, matérias-primas ou bioenergia terão a chance de se destacar.

Inovação em Embalagens: O desafio é desenvolver novos materiais para barreiras em papel de embalagem, atendendo às exigências de segurança, compatibilidade e sustentabilidade da ANVISA. Startups com soluções que cumpram essas regulamentações terão uma vantagem competitiva.

Transformação Digital e Cibersegurança: Com a digitalização dos processos produtivos vem a necessidade de proteger dados e sistemas de controle industrial. Startups que oferecem soluções para a cibersegurança têm um grande mercado a explorar.

Benefícios da Participação na Arena de Inovação

Visibilidade e Networking: Participar da Arena de Inovação permite que sua startup apresente suas inovações a uma audiência composta pelos maiores players do setor. Em vez de se restringir a uma única empresa, você terá a oportunidade de expor suas ideias a diversas organizações.

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Conexão com Demandas Reais: A ABTCP, por meio de suas Comissões Técnicas e Comitê de Inovação, mapeou as principais necessidades da indústria. As startups poderão oferecer soluções específicas para problemas reais, aumentando a confiança de potenciais clientes e parceiros.

Rodada de Negócios e Matchmaking: Durante o evento, haverá uma agenda dedicada a apresentações e rodadas de negócios, proporcionando conexões estratégicas com decisores de empresas interessadas em suas tecnologias. A Rede de Inovação facilitará o processo de negociação e fechamento de parcerias.

Como Participar

As inscrições para a Arena de Inovação estão abertas até o dia 23 de setembro. Mais informações sobre os desafios e detalhes de participação estão disponíveis no site da ABTCP 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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