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Área Cultivada de Algodão em Mato Grosso Registra Aumento de 21,5%

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) divulgou, recentemente, que a área cultivada com algodão em Mato Grosso na safra 2023/2024 atingiu 1,46 milhão de hectares, o que representa um aumento de 21,57% em relação à safra anterior. No entanto, o rendimento das lavouras, consolidado em novembro, foi de 291,71 arrobas por hectare (arroba = 15 kg), marcando uma redução de 6,24% em comparação ao recorde registrado na safra 2022/2023.

Apesar dessa queda na produtividade, o índice alcançado ainda é o terceiro maior da série histórica do IMEA. A produção total de algodão em caroço foi de 6,40 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o estado. A produção de pluma, por sua vez, continua estimada em 2,66 milhões de toneladas, com a confirmação do volume aguardada após a conclusão do processo de beneficiamento.

A projeção para a safra 2024/2025 permanece estável, com expectativa de plantio de 1,56 milhão de hectares e produção estimada em 6,67 milhões de toneladas.

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Em relação ao preço, na última semana, a cotação da pluma disponível em Mato Grosso fechou a média de R$ 123,26 por arroba, registrando um leve aumento de 0,38% em comparação à semana anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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