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ArcelorMittal anuncia investimento de R$ 4 bilhões no Espírito Santo e criação de 2.500 postos de trabalho

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A ArcelorMittal, maior produtora de aço no Brasil e líder mundial no setor, revelou um novo investimento de aproximadamente R$ 3,8 bilhões a R$ 4 bilhões na Unidade de Tubarão, situada no Espírito Santo. O projeto, que contempla a construção de uma nova linha de laminação e outra de revestimento, representa um dos investimentos mais significativos do grupo e faz parte de seu plano estratégico no Brasil, que prevê um total de R$ 25 bilhões entre 2022 e 2028.

Após a conclusão dos estudos de viabilidade técnica, o projeto segue agora os trâmites internos de aprovação dentro da empresa. A previsão é de que a construção leve cerca de três anos, após a fase de autorização. A nova linha será equipada com tecnologias de ponta, como o Laminador de Tiras a Frio (LTF) e a linha de Revestimento Contínuo, permitindo à unidade ampliar sua produção e oferecer produtos com maior valor agregado. A iniciativa também posiciona o Espírito Santo como um polo de inovação e desenvolvimento para a indústria do aço no Brasil.

“O projeto da Unidade de Tubarão é um marco que reforça nosso compromisso com o futuro e o crescimento do Espírito Santo e do Brasil. Ele fortalecerá nossa presença em mercados de alto valor, como os setores automotivo, de eletrodomésticos e construção civil, além de aproximar nossa produção das necessidades do consumidor final”, afirma Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Aços Planos América Latina.

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Com foco na produção de aço de alta qualidade, o Laminador de Tiras a Frio será responsável pela fabricação de produtos laminados a frio, a partir das bobinas a quente produzidas em Tubarão. Estas irão abastecer tanto o mercado quanto a linha de Revestimento Contínuo, que aplicará um revestimento metálico para garantir maior resistência à corrosão e um acabamento diferenciado.

Além de sua relevância industrial, o projeto gerará impactos econômicos significativos para o Espírito Santo. Durante o pico da construção, serão criadas aproximadamente 2.500 vagas de emprego, e quando em operação, a nova linha demandará cerca de 450 profissionais. A sustentabilidade também será um pilar central do projeto, com a implantação de sistemas modernos de controle ambiental, alinhados às melhores práticas globais. “Estamos investindo em um futuro sustentável, onde o desenvolvimento industrial e a proteção ambiental caminham juntos. Esse é um valor inegociável para a ArcelorMittal e para a nossa comunidade. O novo investimento não contribuirá para o aumento das emissões atmosféricas ou do consumo de água do Rio Santa Maria da Vitória”, complementa Jorge Oliveira.

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Com início das etapas de engenharia e contratação previsto para o primeiro semestre de 2026, a operação está programada para começar no primeiro semestre de 2029. O projeto consolidará a Unidade de Tubarão como uma das mais integradas no processamento de aços planos no Brasil e no mundo, reforçando a liderança global da ArcelorMittal na indústria do aço.

“O anúncio do investimento de R$ 3,8 bilhões da ArcelorMittal no Espírito Santo representa um marco para a nossa indústria e para a economia capixaba. A implantação de um Laminador de Tiras a Frio (LTF) e uma linha de Revestimento Contínuo em Tubarão fortalece ainda mais o nosso parque industrial, agregando valor à produção local e impulsionando setores estratégicos como a indústria automotiva, de eletrodomésticos e de geração de energia solar”, destacou o Presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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