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Arauco inicia obras preparatórias de ramal ferroviário para futura fábrica de celulose em MS

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Arauco dá início à implantação do ramal ferroviário em Inocência (MS)

A Arauco iniciou na última semana as atividades preparatórias para a construção do ramal ferroviário privado que atenderá exclusivamente a futura fábrica de celulose da empresa em Inocência (MS), o Projeto Sucuriú. Com investimento de US$ 4,6 bilhões, a operação marca a entrada da divisão de celulose da companhia no Brasil.

O ramal terá 47 km de extensão, conectando a planta diretamente à malha norte da Rumo, criando um corredor logístico que permitirá escoar a produção até o Porto de Santos, de onde será enviada a mercados internacionais estratégicos.

Aprovação regulatória e suporte legal garantem início das obras

A Arauco obteve todas as autorizações legais e regulatórias necessárias para a implantação do ramal, incluindo:

  • Concessões da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), habilitando a construção e integração à malha ferroviária nacional;
  • Autorização para atuar como Agente Transportador Ferroviário (ATF);
  • Declaração de Utilidade Pública (DUP), permitindo desapropriações e servidões administrativas essenciais à implantação da via;
  • Licenças ambientais que atestam a viabilidade do traçado e a Autorização para Supressão Vegetal (ASV), com medidas de manejo de fauna e compensação florestal.
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Além disso, o projeto está enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), garantindo a suspensão de tributos federais sobre bens e serviços destinados à infraestrutura ferroviária.

“Com a conclusão desses atos autorizativos, o empreendimento alcança plena conformidade legal, evidenciando a aprovação institucional necessária para sua execução integral”, afirmou Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco.

Traçado seguro e integrado ao território

O ramal ferroviário seguirá paralelo às rodovias MS-377 e MS-240, atravessando áreas rurais de Inocência. O projeto prevê:

  • Construção de passagens inferiores e superiores;
  • Ajustes viários e soluções para travessia de animais;
  • Ponte de 270 metros sobre o córrego São Mateus, minimizando movimentação de solo e supressão vegetal.

O traçado envolve 40 propriedades, e mesmo após a emissão da DUP, a empresa mantém diálogo contínuo com proprietários rurais e autoridades locais para garantir soluções consensuais e sustentáveis.

Compromisso ambiental e desenvolvimento regional

Para mitigar os impactos ambientais, a Arauco firmou um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). O acordo prevê R$ 4,3 milhões em investimentos, distribuídos ao longo de 24 meses, voltados à recuperação e conservação ambiental na região do projeto.

“São 7 mil viagens de caminhões a menos por mês e 94% menos emissões em relação ao transporte rodoviário. O projeto moderniza a logística regional e impulsiona o desenvolvimento econômico e social da região”, afirmou Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil.

Projeto Sucuriú: produção, empregos e sustentabilidade

O Projeto Sucuriú terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano, em uma área de 3.500 hectares, localizada a 50 km do centro de Inocência e às margens do rio Sucuriú.

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O projeto já iniciou a terraplanagem em 2024 e tem previsão de operação para final de 2027. Durante todas as fases, a Arauco monitora a biodiversidade local e preserva espécies de flora e fauna, além de mapear áreas prioritárias para conservação.

O investimento também terá impacto social expressivo:

  • Mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante a construção;
  • Cerca de 6 mil empregos após a operação nas unidades industrial, florestal e logística;
  • Fortalecimento da geração de renda, arrecadação de impostos e atração de novos investimentos para a região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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