AGRONEGÓCIO

Após temporal e alagamento, UPA do Leblon será reaberta na quinta

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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jardim Leblon, em Cuiabá, será reaberta nesta quinta-feira (10) após passar por uma força-tarefa de limpeza, desinfecção e dedetização. A unidade foi uma das mais afetadas pelo temporal que atingiu a capital mato-grossense na tarde de terça-feira (08), quando choveu cerca de 100 milímetros em poucas horas, volume suficiente para causar alagamentos, queda de muro e danos estruturais em vários pontos da cidade.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena, todos os pacientes foram removidos com segurança ainda na noite de terça-feira para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), antigo Pronto-Socorro e Hospital São Benedito. “A unidade foi totalmente esvaziada e nesta quarta-feira (09) estamos realizando a higienização completa. Nossa previsão é retomar os atendimentos já na manhã de quinta-feira, com segurança total para pacientes e profissionais. Vale lembrar que além da parte interna, na parte externa é necessário limpar o barro que ficou por toda parte”, afirmou.

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Além da UPA, a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Areão também precisou suspender os atendimentos. A unidade foi alagada, sofreu prejuízos materiais e deve retomar o funcionamento normal apenas na sexta-feira (11). Pacientes com consultas agendadas serão remarcados, e a orientação é que a população busque as unidades mais próximas: USF Pico do Amor, Centro de Saúde Dom Aquino e, a partir de amanhã, a própria UPA do Leblon.

O prefeito de Cuiabá acompanha pessoalmente a situação, ao lado da equipe da Secretaria Municipal de Saúde. A gestão afirma que todas as providências estão sendo tomadas para restaurar o atendimento à população no menor tempo possível, com segurança e estrutura adequada.

#PraCegoVer

A imagem mostra a enfermaria da UPA Leblon, após ser limpa, desinfectada e dedetizada, por conta do temporal que afetou partes da estrutura da unidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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