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ApexBrasil Recebe Chaves da Casa Brasil em Xangai para Impulsionar o Comércio Exterior

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O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, recebeu na última sexta-feira (8), as chaves da Casa Brasil, localizada em Xangai, China. Este novo espaço será dedicado à promoção do comércio bilateral, à atração de investimentos e ao fomento à inovação, com foco na internacionalização das empresas brasileiras.

“A Casa Brasil em Xangai nasce como um ambiente de negócios estratégico, destinado à incubação de empresas brasileiras e entidades do setor produtivo. Ela será mais um ponto importante para aumentar o fluxo do comércio exterior do Brasil”, afirmou Jorge Viana, destacando a relevância do mercado chinês para o país. Ele ressaltou que a China é o maior parceiro comercial do Brasil e um dos principais investidores no país. “Este novo espaço fortalecerá a imagem do Brasil no continente asiático e ampliará as oportunidades de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas”, completou o presidente da ApexBrasil.

A criação da Casa Brasil em Xangai foi formalizada em um memorando de entendimento (MOU) assinado em junho deste ano, entre a ApexBrasil e o governo do Distrito de Yangpu, em Xangai, durante uma missão do Brasil à China, voltada para a promoção do café brasileiro. A missão foi liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e contou com a colaboração da ApexBrasil, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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Promoção do Café Brasileiro

No mesmo contexto da missão, a ApexBrasil firmou um Protocolo de Intenções com a rede chinesa de cafeterias Luckin Coffee. O objetivo é promover o café brasileiro no mercado chinês, destacando sua qualidade superior e a sustentabilidade ambiental de sua produção. A parceria integra o projeto “Brasil na Vitrine”, iniciativa da ApexBrasil em colaboração com grandes players do varejo internacional, com o intuito de aumentar as exportações de produtos brasileiros.

Visita à Fábrica da Luckin Coffee

Durante a viagem, Jorge Viana também visitou a fábrica e o museu da Luckin Coffee, em Xangai. “A parceria com a Luckin Coffee nos enche de orgulho. Ver o café brasileiro sendo valorizado é um grande incentivo para continuar expandindo a nossa produção cafeeira pelo mundo”, afirmou Viana.

A Luckin Coffee, fundada em 2017, é a maior rede de cafeterias da China, com mais de 20 mil lojas e 69 milhões de clientes. Em 2023, a empresa teve um faturamento de 24,9 bilhões de Yuan. No encontro, Yan Yan Sabrina Zhao, chefe de Desenvolvimento Sustentável da Luckin Coffee, destacou o interesse da empresa em expandir suas operações globalmente, com foco na importação de café de alta qualidade, incluindo o café brasileiro. “Nossas ambições são globais. Estamos buscando os melhores fornecedores de café, e o Brasil é parte fundamental dessa estratégia”, afirmou Zhao.

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A visita à Luckin Coffee reforça a crescente valorização do café brasileiro no mercado asiático, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores de café de alta qualidade para o mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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