AGRONEGÓCIO

Ao completar 65 anos no mercado, Agristar do Brasil renova compromisso com o desenvolvimento da horticultura nacional

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Pioneirismo, confiança e capacidade para inovação são alguns dos atributos que as empresas buscam construir e perpetuar ao longo da jornada no mercado. No segmento de sementes para hortaliças e frutas, por exemplo, a Agristar do Brasil, desde o início de suas operações, trabalha para o desenvolvimento dessa área e da alimentação do País como um todo. Hoje, completando 65 anos de história, a empresa renova sua posição na linha de frente desse setor, oferecendo ao agricultor as ferramentas adequadas para a produção no campo.

Atualmente com unidades operando em Santo Antônio de Posse (SP), Guimarânia (MG), Jaíba (MG), Orizona (GO), Mossoró (RN) e Ituporanga (SC), o trabalho envolvendo pesquisa e desenvolvimento, análise de amostras recebidas de todo o mundo e testagem em campo nas estações experimentais e com o apoio de produtores parceiros seguem como prioridades da empresa, dispondo dos mais atualizados conhecimentos, equipamentos, técnicas, ferramentas e de um capital humano altamente capacitado para a execução das tarefas do dia a dia.

“A Agristar tem muito de que se orgulhar pela trajetória trilhada até aqui. Foi a partir da década de 1950 que o mercado começou a se profissionalizar, com a abertura de empresas locais que introduziram cultivares inovadoras de melhores padrões de qualidade física e genética, desenvolveram produção de sementes em escala comercial e realizaram os primeiros passos na pesquisa e desenvolvimento nacional. Participamos ativamente dessa revolução, contribuindo com inúmeras inovações, como a introdução dos primeiros híbridos, que permitiu ao produtor aperfeiçoar suas técnicas de cultivo, elevando sua produtividade e renda”, avalia o Presidente da empresa, Steven Udsen.

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O ano de 2023

Hoje, a Agristar é uma empresa nacional e líder em um mercado que conta com a atuação das principais empresas multinacionais de sementes de hortaliças. Para isso, continua a investir diuturnamente em inovação, seja ela envolvendo produtos, pessoas, parceiros comerciais, tecnologias, maquinário e experiências para o agricultor.

Uma das formas adotadas pelo empreendimento para medir o seu impacto no mercado é a realização do seu principal evento, o Open Field Day, em que produtores de toda a América Latina se deslocam para conhecer a sede da Agristar em Santo Antônio de Posse e ter contato com as cultivares e a equipe de todas as linhas de sementes da Agristar.

“Mais de 4,7 mil pessoas participaram dessa edição do tradicional dia de campo, um recorde absoluto de visitantes na nossa estação experimental. 2023 foi sucesso não somente pelos esforços aplicados este ano, mas pelo trabalho focado que realizamos continuamente. Os lançamentos de produtos dos últimos dois anos, por exemplo, são resultado de um extenso programa de pesquisa e desenvolvimento. Foram mais de 50 produtos em culturas relevantes como tomate, cebola, brócolis, alface e melancia. Isso é algo que traz resultados positivos para 2023 e os anos futuros”, complementa Udsen.

Foco no melhoramento de sementes

Considerando a variedade de condições que uma semente pode encontrar em território brasileiro, a Agristar possui programas de melhoramento para aprimorar suas soluções, de forma que se adaptem a diferentes tipos de solo, clima, umidade, disponibilidade de nutrientes, entre outros fatores.

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As alfaces e as cenouras são exemplos de cultivares contempladas nesses programas, que recebem investimentos para que sejam colocadas no mercado e atendam às exigências tanto dos produtores quanto dos consumidores, contribuindo para melhor rentabilidade ao negócio do agricultor.

“No caso das alfaces, com foco inicial nas variedades crespa e americana, o programa já colhe resultados excelentes, garantindo, junto às medidas preventivas realizadas pelos produtores, maior produtividade, resistência e tolerância ao míldio”, reforça o Presidente. “Entre as cenouras, temos cultivares como a AGR 125 e a AGR 123, que são resultados de pesquisa com genética 100% nacional”.

Próximos passos

O futuro do negócio e do trabalho da empresa no segmento começou a ser cultivado já nos últimos anos, como explica Steven Udsen, de forma a seguir contemplando a população com alimentos de qualidade e os agricultores com sementes que impulsionam os seus negócios.

“Nossa equipe não cessa os esforços na busca das melhores soluções para o produtor rural no Brasil e no mundo. Nosso foco em pesquisa e desenvolvimento de novos materiais é um dos nortes do nosso futuro, além do trabalho de evolução do nosso capital humano, essencial para a execução de qualquer estratégia que planejamos na empresa”, finaliza.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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