AGRONEGÓCIO

Ano novo, velhos desafios

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De um lado, proporciona segurança alimentar com a oferta de alimentos abundantes, de qualidade e a preços acessíveis. Nação que não sofre o flagelo da fome – como documenta a história – vive em estabilidade social. De outro lado, a agricultura é fonte de geração de riquezas para todas as regiões do hinterland brasileiro.

O sistema confederativo formado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC) e Sindicatos Rurais – apoiado pelo braço de formação e qualificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) – representa uma estrutura de alta relevância para o País porque promove a defesa técnica e política ao setor primário da economia, ao tempo em que assegura qualificação da base produtiva e a transformação das áreas onde atua. Essa transformação se expressa no crescimento econômico, na elevação da qualidade de vida e no desenvolvimento das microrregiões. Essa realidade deve ser motivo de orgulho para cada produtor rural, para cada dirigente sindical, para cada instrutor e supervisor.

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Por essas razões, são necessários e justificáveis toda a atenção e apoio para a agricultura porque – como uma “indústria a céu aberto” – é um setor impregnado pela imprevisibilidade. Está sujeita ao clima e sofre as influências do mercado, da ocorrência de pragas e epizootias, do câmbio, da política e das crises em geral. Ser produtor rural ou empresário rural exige obstinada perseverança. É uma missão para os fortes.

O ano de 2023 foi repleto de percalços, tendo como expoente a crise climática, a explosão de custos de produção e os conflitos bélicos pelo mundo – notadamente as guerras Rússia-Ucrânia e Israel-Hamas que, além das tragédias humanitárias que representam, perturbaram as cadeias internacionais de suprimentos com consequências em todo o planeta. Santa Catarina sentiu efeitos deletérios.

O ano de 2024 será, provavelmente, marcado por um conjunto de fatores que impactará a agricultura brasileira, como entraves mercadológicos, recessão em alguns mercados e eventos climáticos extremos que ameaçam a produtividade e a produção de alimentos no Brasil e no Mundo.

Nada, porém, ameaça nosso otimismo e nossa fé na capacidade de trabalho do produtor rural catarinense. Diante desse cenário é necessário manter e ampliar as estruturas de apoio ao setor, bem como aperfeiçoar as políticas agrícolas para que o País continue sendo uma potência mundial na produção de alimentos.

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O fato é que o agronegócio catarinense – acima de todos os desafios – continuará uma das maiores e mais dinâmicas locomotivas da economia, entregando ao País uma imensa produção agrícola e pecuária ambientalmente sustentável, pois o primeiro compromisso do produtor/empresário rural é a preservação dos recursos naturais – fator garantidor da perpetuação do seu negócio. Essencial, portanto, que a sociedade compreenda cada vez mais a dimensão, a importância e a complexidade da moderna e avançada agricultura verde-amarela, que se afasta de ideologias nocivas e abraça a ciência, a pesquisa e a tecnologia.

José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC).

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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