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Anec reduz previsão de exportação de soja em janeiro, mas Brasil deve registrar novo recorde histórico

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a projeção de exportação de soja do Brasil em janeiro de 2026, estimando 3,23 milhões de toneladas — cerca de 500 mil toneladas a menos que o previsto na semana anterior.

Apesar da redução, o volume continua sendo recorde para o mês, superando todas as marcas anteriores.

Comparativo anual mostra forte avanço nos embarques

Segundo a Anec, os embarques de soja devem quase triplicar em relação a janeiro de 2025, impulsionados pela expectativa de uma colheita recorde.

O recorde anterior havia sido registrado em janeiro de 2024, quando o Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas.

Já em 2025, com estoques reduzidos, o país embarcou apenas 1,12 milhão de toneladas no mesmo período.

Estoques elevados e competitividade impulsionam exportações

Mesmo no início da colheita da nova safra, o Brasil encerrou o ano anterior com estoques elevados após uma produção histórica.

Esse cenário, aliado à vantagem de preços frente aos Estados Unidos e à forte demanda da China, tem favorecido o crescimento das exportações brasileiras.

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Especialistas ouvidos pela Reuters destacam que o país deve manter sua liderança global nas vendas externas de soja ao longo de 2026.

Farelo de soja e milho também registram boas projeções

Além do grão, a Anec prevê que o farelo de soja alcance 1,78 milhão de toneladas exportadas em janeiro, levemente abaixo da estimativa anterior de 1,82 milhão, mas ainda superior aos 1,64 milhão de toneladas embarcados no mesmo mês do ano passado.

No caso do milho, as exportações foram estimadas em 3,39 milhões de toneladas, uma pequena redução ante a projeção da semana anterior. Mesmo assim, o volume representa um crescimento superior a 200 mil toneladas em relação ao desempenho do ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais em junho: carne de frango dispara, pescado avança e carne suína perde ritmo

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As exportações brasileiras de proteínas animais apresentaram desempenho desigual na parcial de junho de 2026. Enquanto o setor de carne de frango registrou forte expansão da receita, dos embarques e dos preços médios, a carne suína apresentou retração nos principais indicadores. Já o pescado avançou em faturamento e valorização do produto exportado, apesar da leve redução no volume embarcado.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e consideram o desempenho acumulado até a segunda semana de junho.

Carne de frango lidera crescimento das exportações

O segmento de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, foi o destaque entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil.

A receita média diária alcançou US$ 50,26 milhões, representando crescimento de 78,9% em comparação aos US$ 28,10 milhões registrados no mesmo período de junho de 2025.

Na parcial do mês, o faturamento acumulado chegou a US$ 452,34 milhões.

O volume embarcado somou 226,98 mil toneladas, enquanto a média diária de exportações atingiu 25,22 mil toneladas, avanço de 61,2% frente às 15,64 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Além do aumento dos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização dos preços internacionais. O preço médio da carne de aves exportada passou de US$ 1.796,30 para US$ 1.992,90 por tonelada, alta de 10,9%.

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O desempenho reforça a competitividade da proteína avícola brasileira no mercado global e a forte demanda dos principais países importadores.

Exportações de carne suína recuam em receita e preço

Ao contrário do desempenho observado nas aves, a carne suína registrou queda nos indicadores de exportação.

A receita média diária ficou em US$ 15,09 milhões, abaixo dos US$ 16,03 milhões observados em igual período de 2025.

O faturamento acumulado na parcial de junho atingiu US$ 135,89 milhões, enquanto o volume exportado totalizou 54,71 mil toneladas.

Na média diária, os embarques ficaram em 6,08 mil toneladas, ligeiramente abaixo das 6,11 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado, representando recuo de 0,4%.

Os preços também apresentaram retração. O valor médio por tonelada caiu de US$ 2.626,40 para US$ 2.483,50, redução de 5,4%.

A combinação entre menor preço médio e estabilidade no volume embarcado contribuiu para o enfraquecimento das receitas do segmento na parcial do mês.

Pescado aumenta receita diária e registra valorização

O setor de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou comportamento misto em junho.

A receita média diária avançou para US$ 224,8 mil, superando os US$ 213,5 mil registrados no mesmo período de 2025.

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O faturamento acumulado chegou a US$ 2,02 milhões até a segunda semana do mês.

Por outro lado, o volume embarcado apresentou leve retração. A média diária passou de 39,3 toneladas para 38,9 toneladas, queda de 1,1%.

Apesar disso, os preços internacionais contribuíram para sustentar o resultado financeiro do setor. O preço médio do pescado exportado aumentou de US$ 5.435,80 para US$ 5.784,30 por tonelada, valorização de 6,4%.

Mercado externo segue favorecendo proteínas brasileiras

Os números da Secex mostram que a demanda internacional continua favorecendo parte relevante das proteínas animais brasileiras, especialmente a carne de frango, que combina aumento de volume e valorização dos preços.

Enquanto isso, a carne suína enfrenta um cenário mais desafiador, marcado pela redução dos preços médios de exportação. Já o pescado mantém trajetória de valorização, mesmo com estabilidade nos volumes embarcados.

O desempenho das exportações ao longo das próximas semanas será acompanhado de perto pelo setor, principalmente diante das oscilações do comércio internacional, dos custos de produção e da demanda dos principais mercados compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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