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ANC promoverá Meet da Carne em Campos Novos (SC)

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A cidade catarinense de Campos Novos será o próximo destino do Meet da Carne. O evento itinerante promovido pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) terá a sua quarta edição no dia 28 de novembro no Parque de Exposições Leônidas Rupp, BR 282, a partir das 19h. O objetivo da iniciativa é fomentar o ganho genético na pecuária brasileira e o uso de reprodutores superiores com base nos dados do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo). A entrada é gratuita e não é necessário inscrição.

Assim como nas edições de Bagé (RS), Lages (SC) e Itapetininga (SP), o Meet de Campos Novos terá espaço para bate-papo entre os criadores e, é claro, degustação de carne de qualidade. “Esta será a segunda vez que estaremos com o evento em Santa Catarina. Em Lages, tivemos uma boa adesão de representantes do setor e a expectativa é de, novamente, movimentar a região e levar informação precisa àqueles que atuam na seleção de animais superiores”, afirma Silvia Freitas, superintendente de registros da ANC.

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A superintendente conduzirá, ao lado do presidente do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ANC, Flávio Alves, as palestras da noite. Eles irão reforçar o caminho para a escolha assertiva de bovinos com base em seus dados, disponibilizados na plataforma Origen para todo o pecuarista interessado em adquirir sêmen ou reprodutores. “Quem seleciona seus animais por meio das informações genéticas tem tido bons resultados, tanto em produtividade quanto em lucratividade. E, é por isso, que queremos que os criadores saibam na prática como usufruir de todos os benefícios do Promebo”, acrescenta Alves.

A ideia é também fomentar, durante o Meet de Campos Novos, a Fenagen: Feira Nacional de Genética Promebo. O evento ocorrerá em julho de 2024 como parte da programação de 50 anos do programa de melhoramento da ANC. O grande diferencial da exposição será o julgamento de animais, que será baseado no desempenho genético e fenotípico dos mesmos.

Fonte: Jardine Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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