AGRONEGÓCIO

ANC define data da Fenagen Promebo em Pelotas

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Definida a data da Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen), lançada na Expointer de 2023, e que comemora os 50 anos do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne. O evento promovido pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), ocorrerá de 3 a 7 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS). Participarão do evento animais de nove raças: Angus, Hereford, Charolês, Devon, Brangus, Braford, Canchim, Ultrablack e Murray Grey. A programação da Fenagen tem como foco a genética dos rebanhos e contará com palestras, leilões, exposições e julgamentos de animais avaliados pelo Promebo.

O presidente da ANC, Joaquin Villegas, destaca que o diferencial da feira será o julgamento dos animais que levará em conta 70% do valor da nota, onde constará o desempenho genético do animal, e 30% da avaliação fenotípica a ser realizada por um jurado. “Esperamos contar com a participação de todos os interessados na melhoria da genética da pecuária brasileira. Estamos criando essa feira para promover o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), que é uma ferramenta que está em constante evolução e ajuda muito o criador a produzir mais, encurtar ciclos e escolher bem os reprodutores e as matrizes para produzir cada vez mais e com maior qualidade”, pontua.

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Villegas destaca que o Parque da Rural de Pelotas tem uma boa estrutura para acomodar os animais e efetuar os julgamentos. Enfatiza, ainda, a parte de palestras e fóruns que também farão parte da programação. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), que é correalizadora do evento, vai realizar diversas ações como um Fórum sobre a Cadeia da Carne para discutir o cenário do mercado e apontar os diferenciais de produção do Estado com todas as partes do setor.

A programação da Fenagen contará, ainda, com um Simpósio sobre Direito Agrário promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Sul (OAB/RS), em que serão tratadas questões como legislação ambiental, relações trabalhistas no campo e contratos agrários. O evento também será palco de exposição e venda de máquinas e implementos agrícolas, além de inúmeros lançamentos nas áreas técnica e tecnológica voltadas para o setor do agronegócio.

A Fenagen conta com a correalização da Farsul e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com o apoio da Prefeitura de Pelotas, da Associação Rural do município, das secretarias estaduais da Agricultura, de Turismo, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Econômico, assim como a OAB/RS.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Fenagen Promebo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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