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Análise Mensal do Setor Agropecuário – Fevereiro de 2024

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Açúcar: Estabilidade no Mercado Spot de São Paulo

O ritmo de negócios do açúcar cristal branco permaneceu firme na primeira quinzena de fevereiro no estado de São Paulo. Os preços do adoçante apresentaram pequenas altas, impulsionadas pelo avanço da entressafra e pela consequente redução na oferta do cristal do tipo Icumsa até 180.

Algodão: A Maior Alta Mensal desde Julho de 2023

O preço do algodão em pluma registrou um aumento significativo de 9,46% no acumulado de fevereiro de 2024, marcando a maior alta mensal desde julho de 2023. O avanço nos valores foi observado principalmente na segunda quinzena de fevereiro, em resposta às fortes valorizações externas.

Arroz: Queda no Indicador CEPEA/IRGA-RS

O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS acumulou uma queda de 14,24% em fevereiro de 2024. A média mensal ficou em R$ 112,79/saca de 50 kg, 11,36% inferior à de janeiro/24, mas 29,3% superior à de fevereiro/23, em termos reais.

Boi: Pressão nas Cotações devido à Maior Oferta e Demanda Retraída

Os preços do boi gordo e da carne registraram queda em fevereiro devido à maior oferta de animais para abate e à demanda retraída por parte de frigoríficos. A instabilidade nas vendas no atacado e as escalas alongadas limitaram o interesse comprador em adquirir novos lotes.

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Café: Oscilações nos Preços devido a Impactos Climáticos e Perspectivas de Colheita

Os impactos do clima, a proximidade da colheita da safra 2024/25 e especulações sobre a produção resultaram em fortes oscilações nos preços externos e internos do café arábica ao longo de fevereiro. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, teve um leve aumento de 1,8% em relação ao mês anterior, mas uma forte queda de 10,7% em relação a fev/23.

Etanol: Alta nos Preços no Mercado Spot de São Paulo

Fevereiro fechou com preços dos etanóis em alta no mercado spot do estado de São Paulo. A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ para o hidratado aumentou 8,86% em relação a janeiro, enquanto para o anidro, a elevação foi ainda maior, atingindo 10,6%.

Frango: Alta nos Preços devido a Boas Exportações

Apesar da demanda doméstica mais enfraquecida, os preços da maioria dos produtos avícolas registraram alta em fevereiro. Isso foi possível devido ao bom ritmo das exportações brasileiras de carne de frango, que ajudaram a reduzir a disponibilidade doméstica da proteína.

Milho: Cautela nas Negociações devido à Colheita e Desenvolvimento da Safra

Agentes estiveram cautelosos nas negociações de milho na maior parte de fevereiro. Consumidores priorizaram o uso de estoques, enquanto vendedores estiveram atentos à colheita da safra verão e à semeadura/ou desenvolvimento da segunda safra.

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Ovinos: Queda nos Preços do Cordeiro Vivo com Fraca Demanda

Em fevereiro, os preços do cordeiro vivo caíram na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo principalmente a fraca demanda pelo produto. Espera-se uma melhora na procura ao longo de março, favorecida pela proximidade da Páscoa.

Soja: Queda nos Preços devido ao Excesso de Oferta

Os preços da soja tiveram novas quedas em fevereiro, operando 30% abaixo dos registrados no mesmo período de 2023. Apesar dos problemas climáticos e da produção menor que o estimado, a oferta ainda superou a demanda, pressionando as cotações.

Trigo: Forte Crescimento nas Importações devido à Baixa Oferta Doméstica

Em fevereiro, as importações brasileiras de trigo cresceram consideravelmente. O clima desfavorável prejudicou o desenvolvimento da safra nacional, resultando em uma busca ativa por cereais com qualidade superior no mercado spot, mesmo com muitos agentes de moinhos já abastecidos.

Confira as análises agromensais do CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Ourofino Agrociência fecha ciclo com receita de R$ 2 bilhões e amplia investimentos em inovação para o agro brasileiro

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A Ourofino Agrociência encerrou o ciclo 2025/2026 reforçando sua estratégia de crescimento baseada em inovação, sustentabilidade e proximidade com o produtor rural. Em seu Relatório Anual 2025/2026, a companhia apresentou resultados financeiros sólidos, expansão de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e avanços importantes em eficiência operacional, mesmo diante de um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro.

Marcado por volatilidade nos mercados agrícolas, restrições de crédito e pressão cambial sobre a cadeia de insumos, o período exigiu adaptação e disciplina operacional das empresas do setor. Nesse contexto, a Ourofino Agrociência manteve sua trajetória de investimentos e fortalecimento de sua atuação no mercado nacional.

Receita alcança R$ 2 bilhões e lucro supera R$ 170 milhões

De acordo com o relatório, a companhia registrou receita líquida de R$ 2 bilhões no período, além de EBITDA ajustado de R$ 178,2 milhões e lucro líquido de R$ 171,8 milhões.

O desempenho também foi influenciado pelo reconhecimento de créditos tributários relacionados à Subvenção para Investimento vinculada ao Convênio ICMS nº 100/97, após decisões favoráveis nos tribunais superiores e análises contábeis aplicáveis.

Os resultados refletem a estratégia da empresa de manter equilíbrio financeiro e eficiência operacional em um ambiente de negócios mais complexo para o setor agropecuário.

Estrutura robusta fortalece atuação nacional e internacional

Com presença consolidada no agronegócio brasileiro, a Ourofino Agrociência opera uma estrutura composta por duas unidades industriais em Uberaba (MG), sede administrativa em Ribeirão Preto (SP), sete centros de distribuição, um centro tecnológico de pesquisa, desenvolvimento e inovação e três estações experimentais agrícolas localizadas em importantes regiões produtoras do país.

A companhia também mantém operações internacionais por meio de um escritório em Xangai, na China, e representação em Nova Delhi, na Índia, fortalecendo o relacionamento com mais de 60 fornecedores globais e ampliando sua integração com a cadeia internacional de suprimentos.

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Produção supera 95 milhões de quilos e litros de defensivos agrícolas

Ao longo do exercício, a empresa reforçou sua participação no mercado brasileiro por meio de um portfólio diversificado de defensivos agrícolas voltados às necessidades da agricultura tropical.

Foram produzidos mais de 95 milhões de quilos e litros equivalentes de produtos, atendendo mais de 1.400 clientes em diferentes regiões do país.

Além da atuação comercial, a companhia promoveu encontros técnicos, eventos de capacitação e iniciativas de relacionamento com produtores, distribuidores e parceiros estratégicos, ampliando sua presença junto ao setor produtivo.

Inovação recebe mais de R$ 78 milhões em investimentos

A inovação continuou sendo um dos pilares centrais da estratégia corporativa da Ourofino Agrociência.

Durante o ciclo, a empresa investiu mais de R$ 50 milhões em pesquisa e desenvolvimento e outros R$ 28,1 milhões em infraestrutura voltada à inovação, totalizando mais de R$ 78 milhões direcionados ao avanço tecnológico.

Entre as principais linhas de pesquisa estão:

  • Desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos;
  • Aplicações de nanotecnologia na agricultura;
  • Tecnologias baseadas em RNA de interferência (RNAi);
  • Soluções digitais para monitoramento e gestão agrícola;
  • Ferramentas voltadas à agricultura de precisão.

A companhia também ampliou sua participação em programas de inovação aberta e fortaleceu parcerias com ecossistemas tecnológicos nacionais e internacionais voltados à agricultura tropical.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

O relatório evidencia avanços importantes na agenda ambiental da empresa.

Segundo a companhia, 100% da energia consumida em seu complexo industrial teve origem em fontes renováveis durante o período analisado. Além disso, mais de 128 mil quilos e litros de produtos foram recuperados e reaproveitados nos processos industriais, reduzindo desperdícios e promovendo maior eficiência no uso dos recursos.

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Projetos de melhoria contínua implementados ao longo do ciclo também geraram impactos financeiros superiores a R$ 4 milhões, combinando ganhos econômicos com avanços em sustentabilidade operacional.

Agricultura digital e gestão da qualidade estão entre prioridades para o próximo ciclo

Para os próximos anos, a Ourofino Agrociência pretende intensificar investimentos em gestão da qualidade, integração de processos, uso de indicadores de desempenho e ferramentas digitais voltadas à tomada de decisão.

A estratégia também prevê a ampliação das soluções tecnológicas oferecidas ao produtor rural, acompanhando a transformação digital que vem remodelando a agricultura brasileira.

Segundo a empresa, o objetivo é continuar desenvolvendo tecnologias capazes de aumentar a produtividade, otimizar recursos e contribuir para uma produção agrícola cada vez mais sustentável.

Empresa aposta na evolução do agro brasileiro

Mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor, a Ourofino Agrociência mantém uma visão positiva sobre o futuro da agricultura nacional.

A companhia reforça que seguirá investindo em inovação, desenvolvimento de pessoas e relacionamento com produtores rurais, buscando ampliar sua contribuição para o fortalecimento do agronegócio brasileiro e para a construção de sistemas produtivos mais eficientes, competitivos e sustentáveis.

Com investimentos crescentes em tecnologia e pesquisa, a empresa consolida sua posição entre os principais agentes de inovação voltados à agricultura tropical e ao desenvolvimento do campo brasileiro.

Relatório Anual 2025/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

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