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Análise Mensal do Mercado Agrícola Brasileiro de Março de 2024

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Durante o mês de março de 2024, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) divulgou sua análise mensal do mercado agrícola brasileiro, abrangendo uma variedade de produtos e suas tendências.

  • Açúcar: Apesar de uma queda inicial, os preços médios do açúcar cristal branco mantiveram-se firmes em grande parte do mês devido à baixa oferta, especialmente para tipos de melhor qualidade.
  • Algodão: As negociações de algodão em pluma foram marcadas por vendedores flexíveis nos preços, refletindo desvalorizações externas, enquanto compradores mostraram-se cautelosos, levando a um cenário de pouca atividade.
  • Arroz: O mercado de arroz apresentou movimentos distintos ao longo do mês, com uma queda nas primeiras semanas seguida por uma ligeira recuperação. A média mensal permaneceu inferior ao mês anterior, mas superior ao mesmo período do ano anterior.
  • Boi: A demanda por carne bovina permaneceu fraca no mercado interno, mantendo os preços enfraquecidos devido às escalas alongadas dos frigoríficos e à oferta relativamente elevada durante o período de safra.
  • Café: Os preços do café robusta continuaram em alta, atingindo recorde real durante o mês de março, impulsionados pela demanda e pela valorização da commodity.
  • Etanol: A demanda pelo etanol hidratado cresceu nos últimos meses, impulsionada pela vantagem competitiva do biocombustível, embora os preços médios ainda permanecessem abaixo dos registrados em safras anteriores.
  • Frango: Os preços médios da carne de frango encerraram o mês abaixo dos registrados em fevereiro, principalmente devido à demanda enfraquecida e à baixa liquidez.
  • Milho: As negociações de milho estiveram enfraquecidas, com preços registrando leves variações devido ao pouco interesse dos compradores durante a maior parte do mês.
  • Ovinos: O preço do cordeiro vivo aumentou em algumas regiões, enquanto em outras houve uma leve queda, refletindo a variação na demanda.
  • Soja: Os preços do óleo de soja subiram devido à maior demanda doméstica, especialmente da indústria alimentícia, em meio às expectativas de aumento na produção de biodiesel.
  • Trigo: Apesar da queda nos preços internos e externos, os negócios seguiram pontuais devido à busca por trigo de qualidade, cuja disponibilidade interna é baixa.
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Para mais detalhes e análises completas, acesse o link disponibilizado pelo CEPEA.

Fonte: CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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