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Análise do Mercado de Etanol: Tendências e Projeções para Julho de 2024

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A Consultoria Agro do Itaú BBA apresentou o relatório mensal de julho de 2024, destacando as últimas atualizações e perspectivas para o setor de etanol no Brasil.

Preços em Alta e Demanda Sustentada

O preço do etanol hidratado no estado de São Paulo continua em uma trajetória ascendente, refletindo a forte demanda impulsionada pela vantagem competitiva do biocombustível em relação à gasolina. Em junho, o preço em Paulínia alcançou aproximadamente R$ 2,60 por litro, sem impostos, registrando um aumento de 6,7% no mês. Este movimento de alta, atípico para o período, ocorre em um contexto em que as usinas enfrentam custos elevados no início da safra, resultando em uma oferta intensiva de etanol em um curto período de tempo.

Projeções de Produção para a Safra 2024/25

O relatório também projeta a safra 2024/25, indicando uma redução na oferta de etanol. Prevê-se um aumento de 18% na produção de etanol à base de milho, totalizando 7,4 bilhões de litros, enquanto a produção de etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 24,7 bilhões de litros, uma queda de 9,7% em relação ao ano anterior. Especificamente para o etanol hidratado, a expectativa é de uma produção de 18,7 bilhões de litros, marcando uma redução de 9% comparado à safra anterior.

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Impacto na Demanda e Previsões Futuras

As vendas domésticas de etanol hidratado no Centro-Sul do Brasil mantêm-se elevadas, superando 1,8 bilhão de litros por mês de março a maio. Este cenário reflete uma demanda robusta pelo biocombustível, enquanto a oferta projetada para o próximo ano será menor em comparação ao período anterior. A previsão indica que as vendas precisarão diminuir para menos de 1,25 bilhão de litros em janeiro e fevereiro de 2025, o que só será viável com o aumento dos preços do etanol nas bombas.

Perspectivas de Paridade com a Gasolina

Prevê-se que a paridade entre os preços do etanol hidratado e da gasolina nas bombas em São Paulo terá que alcançar pelo menos 70% a partir de setembro de 2024, podendo chegar a 75% no início de 2025. Este cenário reflete a dinâmica do mercado e as projeções de custos e demanda para o próximo período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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