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Análise atual da safra de Soja: Revisões e desafios no cenário agrícola

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No início de dezembro, as expectativas de boas chuvas para o último mês do ano no Brasil foram gradualmente frustradas. Mapas climáticos apontavam inicialmente para precipitações mais significativas na região central do país, mas ao longo dos dias, as chuvas foram adiadas, resultando em acumulados abaixo da média em grande parte do território brasileiro.

Adicionalmente, após meses consecutivos de temperaturas acima da média, a primeira quinzena de dezembro manteve esse padrão, incluindo uma onda de calor que elevou as temperaturas a mais de 40°C em diversas áreas do país.

As projeções para a segunda quinzena do mês indicam uma melhora nas condições de chuva na região central, embora os acumulados ainda devam ficar abaixo da média no estado do Mato Grosso.

Diante da irregularidade das chuvas desde o início da safra, somada aos episódios de calor excessivo e às chuvas abaixo do esperado em dezembro, a Consultoria Agro Itaú BBA revisou suas estimativas para a safra de soja no Mato Grosso, antecipando uma quebra de cerca de 20% em relação ao potencial. Com essa revisão, a safra estimada para o estado fica abaixo de 40 milhões de toneladas, o que impacta a projeção para a safra total de soja no Brasil, agora estimada em 153 milhões de toneladas.

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Essa quebra representa um cenário desafiador, considerando que a maior redução já registrada no Mato Grosso foi de aproximadamente 11%, na safra 1989/90, indicando que este poderá ser o pior ano da história para a oleaginosa no estado.

Ao incorporar essa projeção na balança interna de oferta e demanda, levando em conta um crescimento de 3% no consumo interno, a disponibilidade para exportação se situa entre 95 e 96 milhões de toneladas, mantendo o equilíbrio próximo aos níveis da safra 2022/23.

Globalmente, ao incluir a produção esperada na Argentina (próxima a 50 milhões de toneladas), o balanço global apresenta-se mais apertado do que inicialmente previsto, embora ainda próximo aos níveis de 2022/23. Ressalta-se que, ao contrário de 2022/23, espera-se um forte crescimento no consumo global de soja (+5%) na safra 2023/24, fator que influenciará diretamente os preços no próximo ano.

No Brasil, já se observa o reflexo dessas condições nas últimas semanas, com a valorização dos prêmios de exportação e dos basis no mercado interno. Este cenário mais desafiador para a safra brasileira resultará em vendas de soja com uma cadência mais lenta, especialmente devido ao atraso no plantio no MATOPIBA, onde a safra dependerá da confirmação das chuvas durante janeiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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