AGRONEGÓCIO

AMAGGI e Milhão Ingredients firmam parceria para ampliação da atuação no setor de ingredientes

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A ‘Milhão Ingredients’ tem como clientes grandes empresas como: Nestlé, Kellogg’s, PepsiCo, Mars, Royal Canin, General Mills, BRF, M. Dias Branco, Heineken, Ajinomoto, e outras líderes do mercado que atuam no segmento de alimentação humana e nutrição animal.

Hoje a AMAGGI já atua na área de ingredientes e de nutrição animal com a venda de milho e soja em grãos e com os produtos derivados do esmagamento de soja, como óleo degomado e farelos. A sociedade com a ‘Milhão Ingredients’ amplia o portfólio da AMAGGI junto ao segmento de ingredientes especiais.

“A parceria, por meio do investimento junto à Milhão Ingredients, vai ao encontro da estratégia da AMAGGI de crescimento e diversificação dos nossos negócios, sempre de maneira sustentável. Por isso, buscamos um parceiro com a experiência da Milhão Ingredients, que hoje já atende os mais exigentes clientes do mercado nacional e internacional, com produtos de alta qualidade em seu segmento”, afirma Judiney Carvalho, CEO da AMAGGI.

Carvalho complementa que a Milhão seguirá norteando os negócios e que a AMAGGI, por sua vez, vai agregar em governança, dentro de uma gestão de controle compartilhado. “Queremos trabalhar juntos, como já é uma tradição para nós em outras parcerias”, conclui Judiney Carvalho.

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Esta também é a avaliação de Leandro Carneiro, um dos sócios proprietários da Milhão e um dos fundadores da empresa, junto com seu irmão, Luciano Carneiro. Ele comenta que a entrada de um sócio com a tradição e credibilidade da AMAGGI representa a possibilidade de reforçar e expandir as operações da Milhão Ingredients. “Os recursos do novo negócio serão utilizados como forma de investimento na própria Milhão para alavancar ainda mais o crescimento da empresa”, reforça Leandro.

“Entendemos que a relação com o produtor rural é fundamental para garantirmos a qualidade dos ingredientes, desde a originação dos grãos. Estou certo de que vamos aprender muito juntos e que essa sociedade vai render excelentes resultados”, comenta Luciano.

A conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Fonte: AMAGGI

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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