AGRONEGÓCIO

Alternativas Sustentáveis no Campo: Apicultura e Produção de Mel

Publicado em

O Grupo Franciosi, reconhecido por sua pioneira produção de soja orgânica, está expandindo suas operações para incluir a criação e cultivo de abelhas. Essa iniciativa, que visa não apenas à diversificação dos produtos, mas também ao apoio ao meio ambiente, destaca-se como uma alternativa viável para os produtores rurais.

Equilíbrio entre Produção e Conservação Ambiental

Após enfrentar desafios com a Ferrugem Asiática, o grupo adotou diferentes ferramentas de proteção de cultivos, mantendo sempre em destaque a busca pelo equilíbrio entre produção e conservação ambiental. A utilização seletiva de defensivos agrícolas, por exemplo, permite a presença de polinizadores e contribui para o aumento da produtividade local.

Iniciativa Sustentável na Fazenda Aparecida da Serra

Localizada na Serra dos Parecis, em Tangará da Serra (MT), a Fazenda Aparecida da Serra iniciou a criação de apiários como parte da estratégia de diversificação. Com um projeto cuidadosamente planejado, a propriedade visa atingir a capacidade de 3 mil colmeias, aproveitando sua vasta reserva legal.

Desafios e Boas Práticas na Apicultura

Para ingressar na apicultura, é essencial avaliar a viabilidade econômica e ter um plano de ação bem definido. O conhecimento prévio e a experiência são fundamentais, pois a atividade enfrenta desafios como queimadas, pragas e aplicação inadequada de defensivos agrícolas por parte de produtores vizinhos.

Leia Também:  Oferta limitada e exportações aquecidas elevam preço do boi gordo em fevereiro
Diálogo e Colaboração entre Apicultores e Agricultores

Incentivar o diálogo entre apicultores e agricultores é essencial para o sucesso da atividade. Programas como o Colmeia Viva® buscam promover essa aproximação, valorizando a proteção dos cultivos, a polinização realizada pelas abelhas e o respeito mútuo entre os envolvidos.

Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável

O Grupo Franciosi reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, apostando no potencial do Cerrado como pasto apícola. A busca por parcerias e o estabelecimento de um canal de comunicação eficaz com a comunidade são passos importantes para garantir o sucesso das atividades apícolas e agrícolas na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Alunos participam do Dia Nacional do Campo Limpo

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Previsão para Produção de Algodão no Paquistão em 2024/25: Recuo Significativo, segundo USDA

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA