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Alterações no RenovaBio: Revisão de prazos e metas para o setor

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O Monitoramento Quinzenal realizado pela Consultoria Agro Itaú BBA para o RenovaBio destaca importantes mudanças no programa. O decreto 11.141/22, publicado em 21/07/2022, revisou os prazos para a comprovação das metas de aposentadoria obrigatória. Em uma medida excepcional, o decreto estabeleceu o dia 30/09/2023 como prazo final para a comprovação das metas compulsórias de 2022. Além disso, definiu o dia 31 de março do ano subsequente como limite para os anos seguintes. No entanto, em 26/04/2023, o Ministério de Minas e Energia revogou parte desse decreto, restabelecendo o prazo de 12 meses para o cumprimento das metas, com o novo limite de 31 de dezembro de cada ano.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, em 19/10, o cumprimento das metas relacionadas a 2022 por cada distribuidora após o prazo estabelecido (set/23). Segundo a ANP, foram aposentados 33,2 milhões de títulos, inferior à meta total de 2022 (36,7 milhões). Conforme a Resolução ANP n° 791/2019, os títulos faltantes terão que ser aposentados até o fim do prazo seguinte. Para análise futura, considera-se que os títulos aposentados após out/23 são referentes à meta de 2023.

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Os dados da B3 indicam que a emissão de Cbios na primeira quinzena de dezembro foi de 1,14 milhão de títulos, 42% do total emitido em dez/22. No acumulado de 2023, totalizou 33,4 milhões de títulos, 13% acima do mesmo período de 2022.

Considerando o estoque de passagem em set/23 de 33,4 milhões de Cbios e 9,7 milhões aposentados para a meta anual de 2023, o total disponível é de 32 milhões de títulos. Desse total, 30 milhões estão na parte obrigada e aposentados, atendendo à meta de 2023.

O volume negociado de Cbios na primeira metade de dezembro foi de 2,3 milhões de títulos, 47% mais alto do que na quinzena anterior (4,3 milhões de títulos). Os preços médios das negociações em 15/12 ficaram em R$ 110,27/Cbio, 3,3% abaixo da média de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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